A produção de bovinos confinados aumentou no Sudeste em agosto, de 7,59 para 7,92 arrobas por animal, e levou a lucratividade da região a R$ 1.163,88 por cabeça, alta de 1,59%. No Centro-Oeste, o resultado caiu 13,63%, para R$ 983,18 por cabeça, apesar da redução no custo da alimentação.
No Sudeste, o custo alimentar subiu 0,52% em relação a julho, para R$ 11,54 por cabeça por dia. O aumento elevou em 0,52% o custo da arroba, que ficou em R$ 194,05. Ainda assim, o ganho de produção ajudou a preservar o resultado econômico, mesmo com os animais permanecendo em média três dias a mais no cocho.
A comparação com a média do trimestre de maio a julho mostra uma queda de 5,04% no custo alimentar do Sudeste em agosto. O principal fator foi a redução de 12,53% no custo dos volumosos, associada ao avanço do bagaço de cana na composição das dietas durante a safra canavieira.
No Centro-Oeste, o custo alimentar recuou 9,38% ante julho, para R$ 11,89 por cabeça por dia. A queda foi puxada principalmente pela dieta de terminação, que ficou 8,45% mais barata, a R$ 1.022,62 por tonelada. Os alimentos proteicos tiveram redução de 24,85%, enquanto o DDG alcançou o menor preço do ano.
Mesmo com a alimentação mais barata, o custo total da arroba produzida no Centro-Oeste avançou 11,07%, para R$ 200,61. Os animais permaneceram 107 dias no cocho, contra 99 dias, e a produção caiu de 8,08 para 7,81 arrobas por animal.
Na comparação anual, o custo alimentar de agosto ficou 15,91% menor no Centro-Oeste e 7,9% abaixo do registrado no Sudeste. O Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP), calculado com dados da tecnologia de gestão de confinamento da Ponta, considera informações de uma operação que gerencia mais de 57% do rebanho confinado do Brasil.
A relação entre o custo alimentar e o preço do boi gordo também melhorou no Centro-Oeste: uma arroba passou a pagar 27,46 dias de alimentação, ante 24,5 dias. No Sudeste, a relação chegou a 29,55 dias, próxima da marca de 29,97 dias registrada em julho.
“Reduzir o custo alimentar é fundamental, mas o resultado econômico depende também da eficiência”, afirmou a Ponta em comunicado.



