O mercado de bioinsumos agrícolas movimentou R$ 1,82 bilhão entre janeiro e junho de 2026, alta de 9,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são do CropData, portal da CropLife Brasil, e mostram que a área tratada avançou 18,3%, alcançando 46,2 milhões de hectares.
A comercialização costuma ficar em ritmo mais baixo entre janeiro e maio, período de entressafra para o segmento. A partir de junho, as compras são antecipadas para o plantio da soja, o que impulsiona as vendas.
Desempenho por categoria
Os bioinseticidas responderam por 47% do valor negociado no semestre, com R$ 858,2 milhões. O resultado representa crescimento de 10,2% sobre o mesmo período do ano passado. Esses produtos têm participação expressiva no cultivo de milho safrinha.
As vendas de bionematicidas totalizaram R$ 542,8 milhões, aumento de 11,8%. Os produtos são usados no combate a nematoides fitoparasitas e têm adoção aproximada de 35% na cultura da soja. Assim como os demais insumos ligados ao cultivo, a comercialização ganha força a partir de junho, acompanhando o calendário de plantio.
Em sentido oposto, o mercado de inoculantes registrou queda de 21,5%, com vendas de R$ 107 milhões. A tecnologia reduz a dependência de fertilizantes nitrogenados e tem adoção superior a 90% na cultura da soja.
Entre janeiro e 24 de setembro, foram registrados 61 novos produtos biológicos no país. O volume corresponde a 38% do total registrado durante o ano passado. Os agentes microbiológicos concentraram 44 novos registros, equivalentes a 72% do total.



