Belo Horizonte, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Planos de governo divergem sobre caminhos para reduzir dependência de fertilizantes

Propostas citam produção nacional, bioinsumos, mineração e diversificação de fornecedores para enfrentar a dependência externa.

Planos de governo divergem sobre caminhos para reduzir dependência de fertilizantes

A dependência de fertilizantes importados aparece como uma preocupação comum nos planos de governo que tratam do tema. As propostas apresentadas pelos candidatos à Presidência incluem ampliar a produção nacional, estimular a exploração de potássio e fosfato, fortalecer os bioinsumos, diversificar fornecedores internacionais e reduzir barreiras regulatórias e de importação.

A avaliação compartilhada é que a dependência externa pode afetar a competitividade do agronegócio e o abastecimento de alimentos. Dos 13 candidatos, cinco não fazem menção específica aos fertilizantes em seus planos: Augusto Cury (Avante), Clariana Barão (DC), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP) e Wilson Grassi (Democrata). Há uma divergência na contagem apresentada, já que essa relação reúne seis nomes.

Propostas dos candidatos

Edmilson Costa (PCB) aborda os impactos do uso intensivo de agrotóxicos e fertilizantes químicos, relacionando a prática ao esgotamento de recursos naturais, à contaminação dos solos, às emissões de gases do efeito estufa e à geração de efluentes líquidos contaminantes.

Flávio Bolsonaro (PL) defende diminuir a dependência externa e apoiar a produção brasileira a partir de minerais disponíveis no país, como potássio e fosfato. O plano relaciona a alta dos preços internacionais ao encarecimento dos alimentos.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) propõe ampliar a produção nacional. O plano menciona a retomada da produção pela Petrobras, com 3 unidades em Sergipe, Bahia e Paraná, além da continuidade das obras de uma unidade em Mato Grosso do Sul. Também prevê mais incentivo aos bioinsumos e a atração de plantas industriais eletrointensivas para o Nordeste, com baixa emissão, inclusive no setor de fertilizantes.

Renan Santos (Missão) afirma que o Brasil consome cerca de 45 milhões de toneladas de fertilizantes por ano e importa 85% desse volume. Entre as propostas estão executar e ampliar o Plano Nacional de Fertilizantes, regulamentar a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, acelerar o licenciamento para explorar fosfato, potássio e nitrogênio e discutir um marco para a exploração mineral controlada em terras indígenas. A meta apresentada é que, a partir de 2035, nenhuma colheita dependa de fertilizantes russos, bielorrussos ou marroquinos.

Romeu Zema (Novo) propõe facilitar a produção nacional e a compra de fertilizantes e defensivos agrícolas no mercado internacional. O plano também prevê ampliar a concorrência, reduzir a dependência externa e destravar projetos minerais nacionais.

Ronaldo Caiado (PSD) defende aumentar a oferta, reduzir custos para os produtores, facilitar compras no mercado internacional e diminuir barreiras à importação. O plano inclui executar o Plano Nacional de Fertilizantes, ampliar a produção interna de potássio e nitrogenados, diversificar fornecedores e criar um programa nacional de bioinsumos.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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