Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Frente de produtores pede crédito e incentivos para agricultura regenerativa

Carta-manifesto defende políticas públicas, assistência técnica, capacitação e acesso a mercados para ampliar práticas sustentáveis no campo.

Frente de produtores pede crédito e incentivos para agricultura regenerativa
Foto: Divulgação

A Frente Empresarial para Regeneração da Agricultura (Fera) lançou uma campanha para ampliar o apoio à transição para práticas regenerativas no campo. Em carta-manifesto, o grupo defende crédito facilitado, investimentos, capacitação técnica, acesso a mercados e normas de incentivo para produtores dispostos a adotar compromissos com a agricultura sustentável.

Formada por produtores que aplicam práticas regenerativas, a frente afirma que a mudança exige políticas públicas capazes de considerar o período de adaptação dos sistemas produtivos. O documento também pede assistência técnica para agricultores que estão longe dos grandes centros e mecanismos que valorizem, nos mercados, os resultados obtidos por propriedades sustentáveis.

Produtores relatam mudanças nas propriedades

Giuliano Beggio, produtor de cana-de-açúcar e cereais em Matão (SP), afirma que modificou a atividade da família depois de ingressar na Fera. Entre os objetivos, está combinar produtividade na cana e nos grãos com ações de recuperação do solo, da água e da biodiversidade.

Na propriedade, ele adota medidas para aumentar a matéria orgânica e a vida do solo, reduzir a dependência de insumos externos e ampliar a biodiversidade. A proposta, segundo Beggio, também envolve recuperar a capacidade produtiva do agroecossistema. Entre as práticas citadas estão a cobertura permanente do solo, a diversificação de culturas, o uso de plantas de cobertura, o manejo adequado de insumos e a integração entre componentes do sistema produtivo.

Flávia Garcia Cid, da Fazenda Jaracatiá, em Querência do Norte (PR), também participa da frente. Ela defende a união dos produtores em torno da conservação do planeta e da manutenção da segurança alimentar, além de um diálogo capaz de estimular a adoção de práticas regenerativas.

Na propriedade, são cultivadas ervas aromáticas e medicinais em cerca de 1 mil hectares. A fazenda mantém 314 hectares de área preservada, utiliza energia fotovoltaica e aproveita integralmente a produção vegetal. Parte dos resíduos é destinada à alimentação do gado, enquanto resíduos industriais são encaminhados para um biodigestor.

Carta propõe expansão do modelo

A carta, intitulada “A nova safra do agro é regenerativa”, afirma que produtores já demonstram ser possível produzir em larga escala, restaurar o solo e os mananciais, aumentar a resiliência climática, elevar a produtividade e reduzir custos.

O documento relaciona a agricultura regenerativa a desafios como as mudanças no clima, a dependência e os custos de insumos químicos importados e a demanda de consumidores e mercados internacionais por informações sobre a origem dos alimentos. Também sustenta que solos cuidados retêm mais água, pastagens bem manejadas sustentam mais gado e áreas antes exauridas podem voltar a produzir.

A Fera informa reunir uma rede de 14 mil produtores rurais e entidades do setor comprometidas com a transição. Para o grupo, o avanço dessas práticas depende da combinação entre preparo técnico, políticas públicas, crédito e canais de comercialização.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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