Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Advogado relata sequência de ataque que matou jovem em academia de Londrina

Thaissa Gabriely Marques, de 21 anos, foi morta com 46 golpes de faca; defesa do suspeito apresentou laudo de espectro autista.

Advogado relata sequência de ataque que matou jovem em academia de Londrina
Foto: Reprodução/Instagram

Thaissa Gabriely Marques, de 21 anos, havia demonstrado preocupação com as visitas frequentes do suspeito à academia onde trabalhava na divulgação. O advogado Mauro Martins, que representa a família da jovem, afirmou que ela comentou com um amigo, por áudio, que considerava estranho o comportamento dele.

Segundo Martins, o homem esteve várias vezes no local antes do crime. Ele dizia que queria conhecer a academia, que ainda não havia sido inaugurada, e também enviou currículo com a intenção de trabalhar ali. No dia do ataque, teria pedido novamente para visitar as instalações.

Ataque na academia

A jovem era estudante de Nutrição e apresentava os pacotes, informava preços e acompanhava interessados pelo espaço. Conforme o relato do advogado, ela levou o suspeito até a área superior, onde ficam os vestiários. Ele teria usado uma corda para tentar amarrá-la, mas não conseguiu.

Ainda de acordo com Martins, o homem passou a golpeá-la com uma faca. Thaissa tentou escapar e foi atingida na garagem, no subsolo da academia. A vítima sofreu 46 golpes, e a causa da morte foi hemorragia aguda provocada por lesões na região cervical.

Depois de ser preso, o suspeito admitiu que pretendia estuprar a jovem, segundo o advogado. Martins também afirmou que a garagem estava aberta e que o homem a fechou para esconder o corpo. A faca teria sido colocada no forro de gesso, enquanto, do lado de fora, ele inventou ter sido alvo de uma tentativa de assalto.

Pedido da defesa

A defesa apresentou um laudo de espectro autista e solicitou uma perícia. Também pediu a abertura de um incidente de insanidade mental, procedimento que avalia se a pessoa tinha capacidade de compreender que seus atos eram ilícitos e de agir conforme esse entendimento.

Martins disse que contestou o pedido e não identificou indicativos de inimputabilidade. “A gente está rebatendo isso até porque não faz sentido nenhum este pedido”, afirmou. O advogado acrescentou acreditar que a solicitação não será deferida, porque o ato praticado não demonstraria incapacidade de compreensão.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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