Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Brasil poderá usar excedente uruguaio de carne bovina para a China em 2026

Autorização foi anunciada por Lula após encontro com Yamandú Orsi, mas depende da aceitação chinesa para entrar em vigor.

Brasil poderá usar excedente uruguaio de carne bovina para a China em 2026

O Uruguai autorizou o Brasil a utilizar, em 2026, o excedente de sua cota de exportação de carne bovina para a China. A informação foi divulgada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva após reunião com o presidente uruguaio, Yamandú Orsi, em Nova York, nesta segunda-feira (21/9).

A cota uruguaia para vender carne bovina à China sem tarifa extra em 2026 é de 331 mil toneladas. Cerca de 80 mil toneladas poderiam ser destinadas ao Brasil, volume equivalente a aproximadamente um mês de embarques brasileiros para o mercado chinês.

Lula afirmou que os dois governos trataram de infraestrutura e comércio agrícola. Em uma postagem no X, ele também registrou o agradecimento pela autorização uruguaia para o uso do excedente.

Negociação entre os países

A possibilidade de repassar parte da cota vinha sendo discutida havia meses. O Ministério da Agricultura brasileiro havia apresentado ao governo uruguaio uma proposta de troca de cotas para ampliar as vendas brasileiras à China.

A ideia inicial previa que o Brasil cedesse sua parcela na cota do Mercosul para exportação de carne bovina resfriada à União Europeia com tarifa reduzida. O mercado europeu está temporariamente fechado por falta de comprovação no controle do uso de antimicrobianos. Em contrapartida, o Uruguai disponibilizaria o volume não utilizado de sua cota chinesa.

Ainda não foi confirmado se o acordo anunciado envolve essa troca.

Decisão depende da China

A gestão dos volumes autorizados é feita integralmente pela China, o que gera dúvidas no mercado sobre a possibilidade de transferência de excedentes entre fornecedores.

O consultor da Safras e Mercado, Fernando Iglesias, afirmou que o Brasil só terá acesso à cota uruguaia se houver concordância chinesa. Ele citou também as cotas de Argentina, Estados Unidos e Nova Zelândia e disse que a posição da China será determinante para alterar a dinâmica das exportações.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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