A renovação da parceria entre General Motors e SAIC na China, válida até 2047, ampliou as possibilidades de exportação de veículos desenvolvidos no país asiático. Nesse cenário, a Buick aparece como uma alternativa para a operação brasileira da GM, embora a fabricante ainda não tenha confirmado a chegada da marca.
A eventual estreia poderia ocorrer por volta de 2028. A Buick ocuparia uma posição intermediária entre Chevrolet e Cadillac, permitindo à empresa oferecer veículos eletrificados mais sofisticados sem colocá-los necessariamente na faixa de preços da divisão de luxo.
A General Motors afirma que avalia oportunidades para ampliar o portfólio na América do Sul, mas não anunciou um plano concreto para lançar a Buick no Brasil. Também não há confirmação sobre quais veículos seriam vendidos, nem sobre preços ou estrutura comercial.
SUVs e sedã em análise
Entre os modelos considerados está o Buick Electra E7, um SUV com aproximadamente 4,85 metros de comprimento e 2,85 metros de entre-eixos. Na China, o veículo usa um sistema híbrido plug-in, formado por motor 1.5 turbo e conjunto elétrico.
A potência varia de aproximadamente 338 cv a 375 cv, conforme a configuração. A autonomia elétrica pode superar 200 km pelo ciclo chinês CLTC, enquanto o alcance total declarado ultrapassa 1.600 km.
Outro nome avaliado é o Electra E5, SUV totalmente elétrico com autonomia declarada entre 515 e 620 km no ciclo CLTC. O Electra L7, por sua vez, é um sedã com mais de cinco metros e pode utilizar um sistema elétrico com extensor de autonomia.
Nenhum dos três veículos está confirmado para o mercado brasileiro. Se o projeto avançar, a escolha dos modelos e a definição das condições de venda devem ocorrer mais perto da possível estreia. A movimentação colocaria a GM na disputa por segmentos em que BYD, GWM, Geely e outras fabricantes ampliaram sua presença com veículos eletrificados.



