A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reuniu representantes de embaixadas estrangeiras para apresentar informações sobre a qualidade e o sistema sanitário brasileiro de carnes. O encontro ocorreu nesta quarta-feira (16/9) e foi divulgado pela entidade nesta quinta-feira (17/9).
A reunião aconteceu depois que a União Europeia suspendeu, desde o dia 3 de setembro, as compras de carnes do Brasil. O bloco informou que não havia garantias de que medicamentos antimicrobianos não são aplicados preventivamente nos animais durante o processo de produção.
A retomada das importações pode levar cerca de dois anos caso seja necessário acompanhar todo o ciclo de vida dos bovinos a partir de agora. Diante desse cenário, a CNA afirmou que o encontro reforçou a segurança sanitária dos produtos de origem animal brasileiros.
Participação internacional
Convocada pela CNA, a reunião teve representantes de embaixadas de 14 países e da União Europeia. Os participantes integram o grupo Diplomatas da Agricultura do Brasil (DAB).
Além da União Europeia, participaram autoridades da Alemanha, Argentina, Austrália, China, Equador, Espanha, Estados Unidos, França, Irlanda, Nova Zelândia, Polônia, Reino Unido, República Dominicana e Singapura.
O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Carlos Goulart, defendeu o diálogo entre os países e a equivalência das medidas sanitárias. “Nosso país sempre buscou o diálogo, a negociação”, afirmou, conforme o comunicado da CNA.
A diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, disse que o objetivo não foi contestar o regulamento europeu. Segundo ela, a entidade buscou explicar o tema e apresentar o que a ciência diz a respeito.
O presidente do DAB, Pierre-Adrien Romon, afirmou durante o encontro que o conteúdo discutido será encaminhado aos respectivos países.



