Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
O radar da região e do país
Brasil

Elétricos e híbridos mudam a desvalorização dos carros usados no Brasil

Elétricos tiveram a maior perda média de valor, enquanto híbridos e modelos a combustão apresentam trajetórias diferentes na revenda.

Elétricos e híbridos mudam a desvalorização dos carros usados no Brasil

A expansão de elétricos e híbridos, especialmente de fabricantes chinesas, está mudando os critérios usados para avaliar a revenda de carros seminovos e usados no Brasil. A oferta de modelos mais equipados, a redução de preços dos veículos zero-quilômetro e a evolução das baterias aumentaram a pressão sobre os valores de mercado.

Em agosto de 2026, marcas chinesas ocuparam sete das dez primeiras posições entre os SUVs médios mais emplacados no país. O GWM Haval H6 ficou à frente do Jeep Compass, enquanto BYD, Caoa Chery, Geely e Omoda & Jaecoo também apareceram entre os modelos de maior volume de vendas da categoria.

Elétricos concentram a maior perda de valor

Um levantamento do banco BV mostrou que os carros 100% elétricos vendidos como novos em 2022 perderam, em média, 50,1% do valor até agosto de 2026. No mesmo intervalo, a desvalorização média foi de 14,07% para veículos a combustão e de 22,59% para híbridos.

A perda mais acentuada dos elétricos está associada à atualização das baterias, ao aumento da autonomia dos lançamentos e às reduções de preço aplicadas pelas montadoras nas concessionárias. Esses fatores fazem com que modelos usados passem a disputar compradores com veículos novos de preço semelhante e tecnologia mais atual.

A pressão é maior nos SUVs médios e nos veículos acima de R$ 200 mil. Ainda assim, a desvalorização não é igual em todos os segmentos. Carros produzidos em grande volume, com manutenção simples e procura elevada, mantêm uma trajetória mais próxima da média histórica.

Híbridos têm retenção intermediária

Os híbridos apresentam perda menor que os elétricos puros. A combinação com um motor a combustão reduz a dependência de pontos de recarga e favorece a liquidez em regiões com menor oferta de eletropostos.

A ampliação dos projetos de híbridos flex fabricados no Brasil, incluindo iniciativas de Volkswagen, Stellantis e fabricantes chinesas com unidades locais, aumenta a disponibilidade de peças e pode contribuir para uma curva de desvalorização mais estável.

A expansão das redes de concessionárias e do atendimento técnico de BYD e GWM também reduz a percepção de risco associada à compra de veículos chineses usados. Com mais peças disponíveis e maior volume de vendas, esses modelos tendem a formar mercados de revenda com liquidez regular.

Para os próximos anos, os veículos a combustão devem manter uma desvalorização mais previsível. Os híbridos ficam em uma posição intermediária, com vantagem para versões flex nacionais. Já os elétricos permanecem mais expostos às mudanças de software, à evolução das baterias e aos reajustes nos preços dos modelos novos.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.