BELO HORIZONTE — O mercado do boi gordo registrou poucos negócios e estabilidade na maior parte do Brasil. A expectativa de desaceleração do consumo e as escalas equilibradas levaram os compradores a agir com mais cautela, priorizando o equilíbrio dos estoques.
A oferta de boiadas atendeu à demanda, mas não houve excedentes. Os pecuaristas controlaram o ritmo das entregas e buscaram remuneração maior. Se os frigoríficos encontrassem dificuldade para comprar nas referências vigentes, poderiam elevar as ofertas de compra para preservar as programações de abate.
Entre as 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 26 mantiveram os preços do boi gordo na comparação diária. Foram registradas altas em Belo Horizonte, Dourados, Campo Grande, Três Lagoas, no oeste da Bahia, no noroeste do Paraná e no Acre.
O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) também apontou diferença entre os preços da arroba do boi gordo negociada em São Paulo e da carcaça casada no atacado paulista.
Até 14 de setembro, a média mensal do boi gordo medida pelo indicador Cepea/Esalq estava em R$ 348,34 a arroba. No mesmo período, a carcaça casada tinha cotação média de R$ 361,50 a arroba. A diferença era de R$ 13,16, favorável à carne.



