Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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ONU cobra regras para IA, enquanto Trump rejeita alertas sobre riscos

Volker Türk defende supervisão internacional para a inteligência artificial; presidente dos EUA chama as preocupações de conspiração doentia.

ONU cobra regras para IA, enquanto Trump rejeita alertas sobre riscos
Foto: DW/Deutsche Welle

O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu nesta segunda-feira (14) que governos e empresas adotem medidas urgentes para regulamentar a inteligência artificial (IA). Ele defendeu mecanismos multilaterais de supervisão diante dos possíveis impactos dos sistemas mais avançados sobre os direitos fundamentais.

Em comunicado, Türk afirmou que a humanidade está no início de uma transformação irreversível, com efeitos que podem alcançar as gerações futuras. Segundo ele, o avanço da tecnologia pode ameaçar direitos como o direito à vida.

O alto comissário também criticou a concentração das decisões sobre o desenvolvimento da IA nas mãos de um grupo reduzido de empresas de tecnologia. Para Türk, a disputa por sistemas cada vez mais poderosos amplia os riscos para diferentes áreas da vida humana e exige uma resposta coordenada entre governos e companhias.

Trump contesta alertas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou as preocupações sobre o avanço da inteligência artificial. Em publicação na rede Truth Social, ele classificou os alertas como uma “conspiração doentia” e afirmou que a única forma necessária de controle ou de barreira de proteção seria a atuação de um presidente “forte e inteligente”.

Trump disse ainda que seu governo impediu a Anthropic de realizar ações que poderiam ser prejudiciais com o uso da tecnologia. Anteriormente, o Pentágono havia considerado os modelos da empresa um possível risco à segurança e imposto temporariamente restrições a um de seus sistemas mais avançados.

“Há uma conspiração doentia contra a IA e os centros de dados, e o único país que se beneficia disso é a China”, escreveu o presidente.

Pressão por desaceleração

A discussão ganhou força depois que executivos e ex-pesquisadores de empresas do setor passaram a defender uma redução no ritmo de desenvolvimento da IA, para permitir uma avaliação mais rigorosa dos riscos.

No sábado, o diretor-executivo da Anthropic, Dario Amodei, apoiou a desaceleração dos avanços. A posição recebeu apoio público de Sam Altman, CEO da OpenAI, e de Elon Musk, dono do X. Amodei afirmou que agentes de inteligência artificial poderão dominar grande parte da atividade na internet nos próximos seis a doze meses.

A Microsoft divulgou diretrizes para garantir supervisão humana sobre sistemas de IA. As declarações de Amodei também repercutiram nos mercados financeiros e pressionaram ações de empresas de tecnologia. Os papéis da fabricante de chips Nvidia caíram 3,5%.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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