Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Padre Júlio questiona versão sobre possível mudança no título de Aparecida

Sacerdote citou projeto arquivado e afirmou que a proposta poderia voltar a tramitar; Flávio Bolsonaro nega interesse na alteração.

Padre Júlio questiona versão sobre possível mudança no título de Aparecida
Foto: ANSA/Ansa - Brasil

O padre Júlio Lancellotti afirmou nesta terça-feira (28) que a controvérsia sobre uma possível retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida não é falsa. Segundo ele, existe um projeto de lei relacionado ao tema que foi arquivado pela Câmara dos Deputados e poderia voltar a tramitar.

A proposta foi apresentada em 2007 pelo ex-deputado Victório Galli para definir Nossa Senhora Aparecida como padroeira dos brasileiros católicos romanos. Galli foi assessor especial da Presidência da República durante o governo de Jair Bolsonaro e é candidato novamente à Câmara dos Deputados pelo PP no Mato Grosso.

Debate sobre o título

Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, negou repetidas vezes ter interesse em mudar o título de Nossa Senhora Aparecida. Ele afirmou que a acusação seria uma notícia falsa disseminada pelo PT, com apoio de pessoas dentro da Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB).

Para Júlio Lancellotti, porém, a discussão é antiga. “Essa questão não é fake news, ela é antiga”, disse o sacerdote, que já foi alvo de perseguições de apoiadores de Bolsonaro por sua defesa da população em situação de rua.

O padre também explicou que a designação de padroeira do Brasil é um título pontifício, e não uma definição do Estado. De acordo com ele, o poder público poderia apenas retirar o feriado de 12 de outubro. A controvérsia, avaliou, ganhou dimensão simbólica e aumentou a tensão em torno do assunto.

Perseguição e extrema direita

Júlio Lancellotti afirmou ainda que vê risco de agravamento das perseguições ao seu trabalho, dependendo do resultado das eleições. Ele citou uma declaração do papa Leão XIV feita na última segunda-feira (28), durante o voo de retorno a Roma após uma viagem à França.

Na ocasião, o pontífice foi questionado sobre o crescimento da extrema direita na Alemanha. O papa disse que seria necessário analisar uma possível relação entre a expansão desses grupos e determinadas visões religiosas que, segundo ele, não representam uma expressão autêntica do cristianismo.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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