Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Entidades empresariais pedem ao STF análise pública de fatos em meio a crise

Manifesto articulado pela Fiesp reúne mais de 100 assinaturas e cobra transparência e urgência do plenário do Supremo.

Entidades empresariais pedem ao STF análise pública de fatos em meio a crise
Foto: Werther Santana/Estadão

Entidades empresariais articulam um manifesto que pede ao Supremo Tribunal Federal a análise pública de fatos relacionados à chamada crise institucional. Liderado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o movimento afirma que o plenário da Corte deve examinar o caso com urgência, transparência e sem corporativismo.

A versão atualmente em circulação sustenta que o Supremo é o guardião da Constituição, mas também deve prestar contas. O documento afirma que a legitimidade de um tribunal depende da imparcialidade, da transparência e de decisões fundamentadas. O texto também defende que não há Estado de Direito sem juízes acima de qualquer suspeita.

O manifesto diz que a sociedade brasileira exige que o plenário do STF examine os fatos em sessão pública e tome uma decisão com urgência. Uma das frases do documento afirma: “A resposta que a Nação aguarda não admite prazo!”.

Mudanças no texto

Duas versões circularam entre entidades empresariais. A primeira, chamada de “Manifesto pela Justiça Brasileira”, defendia o afastamento de autoridades suspeitas ou acusadas da análise de processos relacionados a elas. Também propunha que o plenário do Supremo se pronunciasse sobre essas autoridades em uma discussão livre, pública e presencial.

Parte do empresariado rejeitou esse conteúdo. Interlocutores envolvidos na articulação afirmam que o objetivo não é ampliar a crise política nem avançar sobre as prerrogativas do setor empresarial. Por isso, uma segunda versão passou a ser considerada, sem o pedido de afastamento de ministros do Supremo.

As adesões foram encerradas às 12h desta terça-feira, e a divulgação do manifesto estava prevista para ainda hoje. Segundo os organizadores, havia mais de 100 assinaturas. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) confirmaram a adesão. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e o Sindicato Nacional da Indústria de Tratores, Caminhões, Automóveis e Veículos Similares (Sinfavea) avaliavam a assinatura conforme o teor final do documento.

Entidades dos setores de automóveis, indústria têxtil, construção, mercado imobiliário, área financeira, agronegócio, comércio, cooperativas e advocacia foram procuradas para participar. Algumas organizações ligadas à agroindústria e ao setor têxtil demonstraram preocupação com uma possível contaminação do período eleitoral e com a interpretação do manifesto como movimento político. Lideranças também mencionaram receio de retaliações em processos julgados pelo Supremo.

Contexto da mobilização

A mobilização ocorre depois de a Polícia Federal ter divulgado 52 mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro a um número identificado pela própria PF como pertencente ao ministro Alexandre de Moraes. As mensagens mencionam o uso de aeronaves e contratos envolvendo o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado.

A Fiesp não respondeu aos contatos, e Paulo Skaf, presidente da entidade, também não se manifestou. O documento ainda estava em fase de conclusão.

A federação já havia articulado manifestações empresariais em outros momentos. Em agosto de 2022, sob o comando de Josué Gomes da Silva, lançou o manifesto “Em defesa da democracia e da Justiça”. Em setembro de 2021, com Skaf na presidência, publicou “A Praça é dos Três Poderes”, sobre a harmonia e a independência entre Executivo, Legislativo e Judiciário. Em 2015, lançou o movimento “Não Vou Pagar o Pato”, contrário ao aumento de impostos.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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