O volume de serviços no Brasil ficou estável em julho ante o mês anterior e cresceu 0,9% na comparação com julho de 2025, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os resultados vieram abaixo das expectativas, que apontavam altas de 0,2% na base mensal e de 1,1% na anual.
Mesmo com sinais de desaceleração da atividade econômica, as taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) subiram nesta quinta-feira. O movimento ocorreu depois dos recuos mais recentes e acompanhou a valorização dos rendimentos dos Treasuries e do petróleo Brent.
Às 10h28, o contrato de DI para janeiro de 2028 tinha taxa de 13,675%, avanço de 5 pontos-base em relação ao ajuste de 13,63% da sessão anterior. Para janeiro de 2035, a taxa alcançava 14,295%, alta de 8 pontos-base ante 14,213% no fechamento anterior.
No mercado internacional, o rendimento do Treasury de dez anos, referência global para decisões de investimento, subia 8 pontos-base, para 4,922%. O petróleo Brent avançava 4,02%, cotado a US$105,28 o barril.
A alta dos ativos ocorreu em meio ao acirramento, nos últimos dias, da guerra entre EUA e Irã, que voltou a alimentar preocupações com a inflação nos países. Também nesta quinta-feira, o Banco Central Europeu elevou as taxas de juros pela segunda vez neste ano, com o objetivo de conter a inflação.
Expectativas para a Selic
Os dados recentes de atividade reforçaram entre investidores a avaliação de que o Banco Central deve reduzir novamente a Selic em 25 pontos-base neste mês. A expectativa é de que um corte da mesma magnitude possa ocorrer em novembro.
Na terça-feira, na atualização mais recente da precificação das opções de Copom negociadas na B3, a probabilidade de redução de 25 pontos-base neste mês era de 94,9%, contra 4,1% de chance de manutenção. Para a reunião de novembro, o mercado indicava 60% de probabilidade de novo corte de 25 pontos-base e 24% de manutenção.



