Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Guerras, El Niño e dívida americana ampliam pressão sobre os juros

Petróleo, alimentos e títulos do Tesouro Americano elevam os riscos inflacionários e reforçam a expectativa de aperto monetário.

Guerras, El Niño e dívida americana ampliam pressão sobre os juros
Foto: Departamento do Tesouro dos EUA/AFP

A continuidade das guerras no Oriente Médio e na Ucrânia, a confirmação do El Niño e a alta dos juros longos voltaram a pressionar a economia global. A combinação desses fatores aumenta os riscos de inflação e fortalece a expectativa de uma nova rodada de aperto na política monetária americana.

O fluxo de petróleo e de outros produtos permanece baixo no Estreito de Ormuz. Nas quatro semanas encerradas em 23 de agosto, a Rússia exportou 3,46 milhões de barris por dia, volume abaixo do normal. A redução é atribuída à campanha ucraniana de bombardeios contra refinarias russas.

O chamado crack spread, relação entre o preço do petróleo bruto e o de um volume equivalente de derivados, chegou à faixa de US$ 70. O movimento pressiona os preços dos combustíveis. Nesta sexta-feira, 4, o galão de diesel nos postos americanos atingiu US$ 5,85, recorde absoluto e alta de 56% em relação ao período anterior à guerra.

A situação também representa uma derrota para Trump no Oriente Médio, já que o presidente americano não consegue encerrar o conflito sem assumir uma grave perda.

Pressão sobre alimentos e títulos

O El Niño já aparece nas projeções dos principais modelos climáticos, enquanto os preços futuros de produtos agrícolas começaram a antecipar possíveis problemas de produção. Desde o início de agosto, o açúcar subiu 20%; o trigo, 16%; o milho, 14%; e a soja, 10%.

As taxas longas de juros também avançaram em vários países. Nos Estados Unidos, a taxa do papel de 30 anos é a mais alta desde 2007. Entre os fatores está o déficit público, estimado em 6% do PIB, que pressiona a demanda e a inflação.

A dívida pública americana chegou recentemente a US$ 40 trilhões, acima de 100% do PIB. Com isso, os mercados passaram a exigir um prêmio de risco, e os papéis do Tesouro Americano perderam parte da confiança que tinham.

A força do mercado de trabalho indicada pela divulgação do payroll nesta sexta-feira tornou muito provável que o Fed comece a elevar os juros na próxima reunião.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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