Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Usinas reversíveis dependem de regras que reconheçam seus serviços ao sistema elétrico

Tecnologia é considerada madura, mas o modelo regulatório brasileiro ainda não remunera adequadamente os benefícios dessas usinas.

Usinas reversíveis dependem de regras que reconheçam seus serviços ao sistema elétrico
Foto: Tiago Queiroz/Estadão

A transição energética depende não apenas do desenvolvimento tecnológico, mas também de regras capazes de reconhecer e remunerar os serviços prestados pelas diferentes soluções ao sistema elétrico. Nesse contexto, as usinas hidrelétricas reversíveis enfrentam no Brasil um obstáculo regulatório, apesar de a tecnologia já ser madura e utilizada para armazenamento em larga escala no mundo.

Essas usinas aproveitam períodos de excesso de geração para bombear água até um reservatório superior. Quando há necessidade, a água retorna e movimenta turbinas para produzir eletricidade. O modelo permite armazenar energia e ampliar a flexibilidade da operação do sistema.

A arbitragem de preços, baseada no consumo de energia em momentos de preços baixos e na geração quando os preços estão elevados, não seria suficiente para remunerar os investimentos. Entre as limitações estão o modelo de formação de preços do mercado e a liberdade dos agentes para escolher o momento da geração, quando submetidos à gestão do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

As regras atuais também não contemplam adequadamente outros serviços associados às usinas reversíveis, como a estabilização da frequência e da tensão, as reservas operativas e a otimização da transmissão. A avaliação é que o marco regulatório precisa passar por adequações, em um processo semelhante ao adotado em outros países.

Enquanto uma solução mais ampla é discutida, os Leilões de Reserva de Capacidade (LRCap) são apontados como uma alternativa de transição, por oferecerem previsibilidade e remuneração aos investimentos. O primeiro leilão voltado ao armazenamento está previsto para o final deste ano, mas o desenho atual contempla apenas baterias químicas e deixa de fora as usinas reversíveis.

A restrição reduz a concorrência e limita a eficiência da contratação, com possíveis reflexos no custo da energia para o consumidor. A proposta é permitir a competição entre diferentes tecnologias, considerando suas características e os serviços valorizados pelo sistema. Dessa forma, a regulação poderia ampliar a flexibilidade pelo menor custo e reconhecer a contribuição das usinas reversíveis para a confiabilidade elétrica.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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