BELO HORIZONTE — Torcedores do Cruzeiro protestaram contra Pedro Lourenço, dono da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube, antes da vitória por 3 a 1 sobre o Athletico-PR, no último domingo (6). A manifestação ocorreu no Mineirão, em um setor da arquibancada localizado atrás do banco de reservas.
Os cartazes foram levantados durante o aquecimento, cerca de 40 minutos antes da partida, quando Lourenço se aproximou do local. O dirigente reagiu com sinais de desaprovação. Parte da torcida, por outro lado, gritou o nome do proprietário da SAF.
Quando os jogadores entraram em campo, as críticas passaram a ser direcionadas ao elenco. No estádio, torcedores entoaram frases como “time pipoqueiro” e “tem que ter raça para jogar no meu Cruzeiro”. Também houve o canto: “se o Cruzeiro não ganhar, olê, olê, olá, o pau vai quebrar”.
As cobranças incluíram pedidos por uma postura diferente dos jogadores e críticas aos dirigentes Joaquim Pinto e Bruno Spindel. Spindel foi vaiado quando apareceu no estádio. O diretor de futebol, o técnico Artur Jorge e o elenco também foram alvos de manifestações ao longo da semana, depois da eliminação para o Atlético-MG na Copa do Brasil.
Houve protestos em diferentes pontos de Belo Horizonte e no Mineirão, mas, até o momento, não foram registrados atos na Toca da Raposa, centro de treinamento do clube. A insatisfação está relacionada principalmente às eliminações na Copa Libertadores, para o Flamengo, e na Copa do Brasil, para o Atlético-MG.
Com a equipe em sexto lugar no Brasileirão e fora da disputa pelo título, o Cruzeiro concentra seus esforços na busca por uma vaga direta na próxima edição da Copa Libertadores. A campanha no campeonato apresentou recuperação após a chegada de Artur Jorge: sob o comando de Tite, a equipe havia somado quatro pontos em 24 disputados.



