VIAMÃO — Oba Adewale Adefioye, rei de uma comunidade de Ilê-Ifé, na Nigéria, e Sacerdote de Ifá, visita territórios de matriz africana no Rio Grande do Sul. Conhecido como Rei Admula, ele participa de uma iniciativa voltada ao intercâmbio entre a cultura africana e a sociedade brasileira.
A programação promove a troca de conhecimentos sobre a história, a ancestralidade, as tradições, os costumes e a cultura do povo de Ilê-Ifé. A cidade é considerada sagrada e apontada como berço da civilização iorubá. Ela fica no estado de Ọṣun, no sudoeste da Nigéria.
A ação é promovida pelo Centro Cultural Brasil Estrangeiro. A entidade destaca a relevância cultural e histórica da visita, associada à importância de Ilê-Ifé para a tradição iorubá e à relação da cidade com a formação e a preservação de manifestações culturais de matriz africana presentes no Brasil.
Durante o encontro, foram realizadas rodas de conversa sobre história, cultura, fé e ensinamentos africanos. Também houve um almoço solidário preparado pela Cozinha Ancestral Solidária Oxum e Xangô, com comida campeira característica do Rio Grande do Sul.
Religiões de matriz africana
O Rio Grande do Sul reúne a maior proporção de praticantes de umbanda e candomblé entre os estados brasileiros, conforme os resultados do Censo Demográfico 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os dados apontam que 3,2% da população gaúcha segue alguma religião de matriz africana. No Brasil, o percentual é de 1%. Em 2010, a parcela da população brasileira que seguia uma dessas religiões era de 0,3%, e o Rio Grande do Sul já ocupava a primeira posição.



