ARAUCÁRIA — A Prefeitura de Araucária está revisando contratos, reduzindo despesas e definindo prioridades diante da queda nas previsões de receita e da manutenção de compromissos financeiros assumidos em gestões anteriores. O orçamento estimado para 2026 é de R$ 1,74 bilhão, quase R$ 175 milhões abaixo dos R$ 1,91 bilhão previstos no Plano Plurianual de 2025.
A retração esperada atinge três fontes importantes de arrecadação. O ICMS responde por 49% da receita municipal e deverá sofrer reduções sucessivas em razão da Reforma Tributária aprovada em Brasília. No caso do IPVA, a previsão de arrecadação para 2025 era de R$ 44,5 milhões. Com a redução de quase 50% na alíquota determinada pelo Governo do Estado, a estimativa é de aproximadamente R$ 38,6 milhões em 2027.
Também há uma redução projetada nos royalties da Petrobras. O valor esperado deve passar de R$ 78,8 milhões em 2025 para R$ 57,3 milhões no ano que vem, em meio a mudanças na política de remuneração da companhia e a oscilações de mercado.
Despesas e prioridades
Além da menor entrada de recursos, o município mantém empréstimos e outros compromissos financeiros assumidos anteriormente. A folha de pagamento também permanece pressionada pela remuneração de servidores mais antigos. Dezenas de profissionais teriam direito a receber mais do que o prefeito, cujo salário é de R$ 28 mil por mês.
As despesas e os investimentos cresceram principalmente nas áreas de Educação e Saúde. A gestão municipal afirma que a adequação das contas busca ajustar os gastos à arrecadação efetiva, preservar recursos para saúde, educação e segurança e recuperar gradualmente a capacidade de investimento de Araucária.



