Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Declaração de André Mendonça sobre Hamas circula fora de contexto

Registro exibido em fevereiro de 2024 mostra crítica do ministro após fala de Lula sobre ataques em Gaza.

Declaração de André Mendonça sobre Hamas circula fora de contexto

A gravação em que André Mendonça defende a libertação de pessoas sequestradas pelo Hamas foi registrada durante um culto na Igreja Presbiteriana de Pinheiros. O vídeo voltou a circular como se fosse uma declaração recente do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), mas foi exibido pela CNN Brasil em 19 de fevereiro de 2024.

Na ocasião, Mendonça criticou a posição do governo brasileiro no conflito entre Israel e Hamas. A manifestação ocorreu horas depois de Luiz Inácio Lula da Silva comparar ao Holocausto os ataques de Israel à Faixa de Gaza. O ministro não citou diretamente o presidente.

No trecho compartilhado, Mendonça afirma que “o erro maior é apoiar um grupo terrorista que mata crianças, jovens e idosos gratuitamente”. A fala fazia referência ao episódio de 7 de outubro de 2023, quando o Hamas atacou o sul de Israel e sequestrou israelenses.

Como o conteúdo circulou

A publicação viral foi feita por uma página apoiadora de Lula no Instagram. O responsável pela postagem foi procurado, mas não respondeu.

A gravação foi apresentada no dia seguinte ao programa CNN 360, que tratou da repercussão da declaração no meio político. A postagem que recuperou as imagens afirma que Mendonça teria acusado Lula de defender o Hamas e sugere que a fala poderia ser usada pelos Estados Unidos para justificar uma ação militar contra o Brasil.

Essa associação também mistura períodos diferentes. Na data do vídeo, Donald Trump não era presidente dos Estados Unidos. O governo americano iniciou, na gestão dele, começada em janeiro de 2025, uma série de ofensivas contra o Brasil, com aplicação de tarifas e sanções a autoridades.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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