O ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a possível abertura de investigação contra Alexandre de Moraes pode ajudar o eleitor a avaliar os vínculos de candidatos com o caso do Banco Master.
A declaração foi dada nesta terça-feira, 15, enquanto o plenário do STF analisava o pedido apresentado pelo ministro André Mendonça para investigar a relação de Moraes com Daniel Vorcaro, dono do banco. Os ministros avaliam o caso.
Guimarães voltou a defender transparência e a quebra de sigilo das investigações em andamento. Ao comentar o julgamento, disse esperar que a sociedade tenha informações para considerar, durante a eleição, as conexões de cada candidato com o episódio. Ele classificou o caso como “o maior escândalo da história do Brasil”.
Estratégia eleitoral
Uma das estratégias do governo é associar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao caso Master. Essa orientação foi definida em uma reunião do PT na semana passada, e Guimarães esteve entre os defensores de uma atuação mais agressiva da campanha de Lula.
A campanha cobra explicações sobre os R$ 134 milhões que Flávio Bolsonaro pediu a Daniel Vorcaro. O senador afirmou que o dinheiro seria destinado ao financiamento do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Lula não respondeu às perguntas dos jornalistas e deixou, durante a manhã, um evento no Palácio do Planalto sem falar com a imprensa. Inicialmente, o presidente planejava gravar um vídeo sobre o caso. Na manhã desta terça-feira, decidiu conceder uma entrevista a uma emissora de televisão à noite.
Aliados de Lula avaliam que o pedido de investigação contra Moraes é um “mal necessário”. Pesquisas do Palácio do Planalto indicam, conforme a avaliação apresentada, que a crise no STF atinge a imagem de Lula. Moraes é o relator do processo que condenou Bolsonaro na trama golpista e é considerado aliado do governo.



