SÃO PAULO — Apenas 11% dos hotéis contam com um ecossistema tecnológico completamente integrado, enquanto 91% ainda dependem de algum nível de produção manual de relatórios. Os dados do 2026 Hotel Operations Index foram citados por Sebastian Barrionuevo, vice-presidente da Vingcard | ASSA ABLOY para a América Latina e Caribe, ao apresentar a estratégia da empresa na Equipotel 2026.
A proposta é conectar sistemas de controle de acesso, redes, automação, energia, equipamentos, experiência digital e operações da propriedade. A companhia pretende demonstrar, no evento, como essas soluções podem atuar em conjunto, em vez de funcionarem como ferramentas independentes.
A 63ª edição da Equipotel foi aberta hoje (15), no Expo Center Norte, em São Paulo. A programação reúne mais de 500 marcas confirmadas, 15 experiências e conteúdos destinados a diferentes segmentos da hospitalidade.
Integração como prioridade operacional
Barrionuevo afirma que o desafio da hotelaria passou a ser coordenar as tecnologias já utilizadas na operação. Dados do 2026 Hotel PMS Report, do HotelTechReport, indicam que 49% dos operadores consideram prioridades a automação e a personalização impulsionadas por inteligência artificial. Outros 45% demandam integrações mais rápidas e ecossistemas abertos.
Com uma arquitetura aberta, a Vingcard | ASSA ABLOY busca conectar suas soluções a plataformas de gestão de propriedades, ferramentas de automação e tecnologias usadas na jornada do hóspede. Uma reserva pode acionar processos relacionados ao acesso, enquanto a integração com o check-in tem potencial para eliminar etapas manuais. A troca de informações também permite acompanhar diferentes pontos da operação de forma centralizada.
A empresa relaciona a integração à redução de tarefas repetitivas, da duplicidade de atividades e da possibilidade de erros associada a plataformas que não se comunicam. Entre as aplicações citadas estão o controle de entrada em quartos, áreas restritas e espaços operacionais.
“Não se trata de automatizar por automatizar”, afirma Barrionuevo. Para ele, a tecnologia deve liberar as equipes de tarefas repetitivas e permitir maior dedicação ao atendimento, ao serviço e à experiência do hóspede.
Aplicações para hóspedes e equipes
As soluções apresentadas na feira também pretendem centralizar a gestão, ampliar o controle sobre os ambientes da propriedade e reduzir a dependência de procedimentos manuais. No acesso ao hotel, a digitalização pode diminuir etapas, oferecer autonomia e conectar a chegada a outras fases da estada, mantendo os padrões de segurança da operação.
A personalização, segundo o executivo, não se limita ao uso de um dispositivo móvel para abrir uma porta. A proposta inclui flexibilidade para atender hóspedes com diferentes preferências e níveis de familiaridade com recursos digitais. A tecnologia, na avaliação dele, deve estar presente sem se tornar um obstáculo.
No espaço da Vingcard | ASSA ABLOY, os visitantes poderão interagir com as tecnologias e observar como acesso, conectividade e automação podem operar dentro de um mesmo ecossistema. A empresa pretende mostrar a função de cada solução na operação e ampliar a discussão sobre integração, eficiência, segurança e preparação da infraestrutura para demandas futuras.
A escalabilidade é outro aspecto destacado. Com plataformas conectadas, os hotéis podem incorporar novas funções e responder às mudanças do mercado sem reconstruir toda a infraestrutura tecnológica. A participação na Equipotel também será usada para trocar conhecimento com operadores, proprietários e profissionais de diferentes áreas, considerando tanto os problemas atuais quanto a capacidade de acompanhar o crescimento dos empreendimentos.




