Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Pedido de vista adia análise no STF e amplia pressão sobre Lula

Sessão terminou sem decisão sobre suspeitas envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, enquanto especialistas avaliam impacto político para o governo.

Pedido de vista adia análise no STF e amplia pressão sobre Lula
Foto: Afp - Rosinei Coutinho/Rfi

A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) terminou sem decisão sobre as suspeitas envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O julgamento ficou restrito à análise de questões preliminares depois que o ministro Flávio Dino pediu vista, adiando a continuidade do caso.

O cientista político Leonardo Barreto avaliou que a condução do processo dificulta a compreensão por parte da sociedade e representa uma disputa interna de poder. “O tribunal não tem o menor objetivo de tranquilizar a sociedade nem de investigar”, afirmou.

A crise também passou a ter efeitos políticos para o presidente Lula, que não é apontado como implicado no escândalo. Segundo Barreto, a percepção de proximidade entre o governo petista e Alexandre de Moraes, relator dos processos relacionados aos atos golpistas e da condenação de Jair Bolsonaro, pode afetar a campanha presidencial.

Para o especialista, o Supremo estaria priorizando uma estratégia de sobrevivência de parte de seus integrantes em detrimento do governo. Ele também afirmou que o escândalo desvia a atenção da campanha e dificulta a defesa do legado da gestão, em um momento de queda na aprovação.

Questionamentos durante a sessão

O ministro Nunes Marques declarou-se impedido de participar do caso. A justificativa apresentada foi a necessidade de se dedicar às eleições por ocupar a presidência do Tribunal Superior Eleitoral. A decisão ocorreu depois da divulgação de mensagens do celular de Vorcaro que sugeririam pagamento ao filho do ministro, advogado.

Durante a sessão, Gilmar Mendes acusou o relator do processo, André Mendonça, de atuação eleitoral e de divulgar informações seletivamente, inclusive em torno do 7 de setembro. O material relacionado ao Banco Master também poderia envolver outras autoridades, conforme a avaliação apresentada no debate.

Especialistas citados na discussão afirmaram que Edson Fachin, presidente do STF, poderia votar duas vezes em determinadas questões de ordem, separando as análises dos processos de Moraes e Mendonça. Com o pedido de vista, Moraes ganhou tempo, e um eventual empate em questões penais poderia favorecer o suspeito.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, é citado por ter pedido dinheiro ao banqueiro. A sessão não produziu uma resposta definitiva para as suspeitas discutidas no tribunal.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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