Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Intelis questiona relatório atribuído à PF usado em decisão sobre Mendonça

Entidade afirma que documento não segue parâmetros da inteligência de Estado e defende marco legal para o setor.

Intelis questiona relatório atribuído à PF usado em decisão sobre Mendonça
Foto: Caiado pede saída de Moraes do STF e fim do sigilo dos casos Master e INSS

A Intelis, entidade que reúne profissionais de Inteligência de Estado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), criticou o conteúdo de um relatório atribuído à Polícia Federal e citado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação ocorreu neste sábado (5), após o documento ser usado em uma decisão sobre a condução de investigações sob relatoria do ministro André Mendonça.

Na decisão, Moraes mencionou avaliações sobre um suposto direcionamento de apurações e um alegado viés político de Mendonça. A Intelis não citou nominalmente os dois ministros e não discutiu o conteúdo das investigações. A entidade concentrou a nota pública na forma de produção e nos limites de utilização de relatórios de inteligência.

A associação afirmou que o documento divulgado “não apresenta características compatíveis com os parâmetros metodológicos estabelecidos pela Doutrina da Atividade de Inteligência”. Essa doutrina orienta a produção de conhecimentos no Sistema Brasileiro de Inteligência.

Segundo a Intelis, a inteligência de Estado não se confunde com investigação criminal nem deve ser usada para elaborar peças destinadas à formação de um juízo acusatório. A produção desses documentos, conforme a entidade, precisa seguir etapas de coleta, avaliação, análise e validação, com o objetivo de assegurar objetividade, consistência e impessoalidade.

“Não é instrumento destinado à substituição de procedimentos investigativos ou à formação de elementos de autoria e materialidade próprios da persecução penal”, afirmou a associação.

Para a Intelis, o episódio mostra os riscos da falta de clareza sobre os limites da atividade de inteligência. A entidade declarou que a ausência de uma legislação abrangente pode gerar uma “confusão perigosa” entre inteligência, atividade policial e persecução penal.

A associação também defendeu que o Congresso Nacional analise o PL 6.423/2025. A proposta pretende criar um marco legal para a atividade de inteligência no país, definindo competências, limites e mecanismos de controle.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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