Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Lula volta à Assembleia da ONU com defesa da soberania e histórico de pautas sociais

Presidente participará pela 11ª vez do encontro, que reúne 193 Estados-membros e será aberto pelo Brasil nesta terça-feira, 22.

Lula volta à Assembleia da ONU com defesa da soberania e histórico de pautas sociais
Foto: Michael M. Santiago/Getty Images

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará pela 11ª vez da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A 81ª edição do encontro reúne 193 Estados-membros e começa nesta terça-feira, 22. Como prevê a tradição, o Brasil será o primeiro país a discursar, e Lula deverá defender a soberania nacional e rejeitar interferências externas em assuntos internos.

A participação ocorre pelo segundo ano consecutivo em meio a uma crise diplomática com os Estados Unidos, país que recebe o evento. Lula já abriu nove assembleias-gerais: em 2003, 2004, 2006, 2007, 2008, 2009, 2023, 2024 e 2025. Em 2005, falou em uma reunião anterior à Assembleia Geral. Celso Amorim fez a abertura naquele ano e também representou o Brasil em 2010, quando Lula estava concentrado na campanha eleitoral de Dilma Rousseff.

Relação com Trump e defesa da soberania

Em 2025, Lula teve um encontro breve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O norte-americano mencionou um abraço e uma boa relação entre os dois. Trump afirmou que, durante 39 segundos, os presidentes tiveram uma ótima química.

No dia seguinte, Lula disse ter ficado satisfeito. “Aquilo que parecia impossível deixou de ser impossível”, declarou, ao comentar a aproximação com Trump.

A defesa da soberania já havia aparecido em discursos anteriores. Em 2003, Lula falou sobre ampliar e diversificar a presença internacional do Brasil, com aproximação de países além da América do Norte e da Europa. Em 2004, destacou a independência política dos países mais pobres e defendeu o fim do colonialismo.

Em 2025, criticou as sanções aplicadas pelo governo norte-americano e condenou ataques ao multilateralismo, políticas anti-imigratórias e medidas econômicas consideradas arbitrárias. Também afirmou que a ingerência estrangeira no processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro era inaceitável. “Nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis”, disse.

Clima, fome e desigualdade

A crise climática também esteve entre os temas recorrentes. Em 2025, às vésperas da COP30, Lula destacou a meta brasileira de reduzir as emissões em até 67% e propôs um conselho climático ligado à Assembleia Geral. A proposta foi apresentada como parte de uma reforma mais ampla da ONU, que incluiria a expansão do Conselho de Segurança.

Em 2023, cobrou dos países mais ricos ações contra as mudanças climáticas e afirmou que as responsabilidades são comuns, mas diferenciadas. Também declarou que os 10% mais ricos respondem por quase metade do carbono na atmosfera. Em 2007, alertou para o crescimento dos riscos de uma catástrofe ambiental e humana sem precedentes. Em 2009, voltou a defender compromissos mais expressivos para reduzir emissões.

A luta contra a fome, a pobreza e a desigualdade foi outro eixo dos discursos. Em 2003, Lula sugeriu a criação de um Comitê Mundial de Combate à Fome. Em 2006, citou o Bolsa Família e o Fome Zero. Já em 2023, afirmou que a fome atingia 735 milhões de pessoas.

Naquele discurso, também mencionou políticas de governo, a igualdade salarial entre mulheres e homens, a defesa de LGBTs e de pessoas com deficiência e uma tributação mais justa. Lula ainda citou os 17 objetivos da ONU e propôs voluntariamente um 18º objetivo: alcançar a igualdade racial.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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