Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Mensagens e depoimento expõem contatos de Vorcaro com autoridades

Empresário afirmou que conexões criadas para preservar seus interesses acabaram se voltando contra ele por motivação política.

Mensagens e depoimento expõem contatos de Vorcaro com autoridades

Daniel Vorcaro afirmou que mantinha conexões com pessoas em posições relevantes nos três poderes da República e que acreditava ter construído uma estrutura capaz de protegê-lo. No depoimento, porém, disse que essa rede acabou se voltando contra ele por razões políticas.

A declaração foi dada em uma audiência secreta conduzida por um juiz auxiliar de André Mendonça, ministro do Supremo e relator do processo. A pedido do empresário, a Polícia Federal não participou do depoimento.

“Queria ter a oportunidade de falar, porque hoje eu sei por que tudo aconteceu”, disse Vorcaro durante a audiência. Ele também relatou ter se sentido pressionado e, em alguns momentos, ameaçado de morte, mas não apresentou elementos para identificar as pessoas que, segundo ele, tentariam impedir uma eventual colaboração premiada.

Relações e mensagens

Enquanto estava em liberdade, Vorcaro utilizou o grupo A Turma em uma estratégia de constrangimento e intimidação de adversários. Também recorreu a influenciadoras e publicitários para administrar sua imagem. A jornalista Malu Gaspar foi citada como parte dessa rede de relações.

O conteúdo do depoimento passou a ser analisado junto com mensagens encontradas pela PF no celular do empresário e divulgadas por decisão de Mendonça. Nos diálogos, Vorcaro procurou Alexandre de Moraes diante da possibilidade de medidas contra o Banco Master. Também mencionou a atuação que esperava de Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, e Paulo Gonet, procurador-geral da República.

Em uma das mensagens, pediu a Moraes que tentasse sensibilizar Rodrigues a adiar uma operação policial. O argumento era que um feriado poderia evitar o colapso do banco. Em outra conversa, questionou se Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, tinha “conhecimento da situação”.

Para o advogado constitucionalista André Marsiglia, o depoimento e os diálogos mostram, por ângulos diferentes, a existência de uma rede à qual Vorcaro recorria em momentos de dificuldade. O advogado Luiz Augusto Módolo classificou os contatos como estranhos e afirmou que eles precisam de esclarecimentos.

O material não permite concluir que todas as relações fossem ilícitas ou que as autoridades citadas tenham participado de irregularidades. Também não demonstra que os pedidos tenham sido atendidos. Para o criminalista Márcio Nunes, o ponto central é a própria descrição da rede e o uso dessas conexões diante dos problemas.

A defesa de Vorcaro deve apostar em nulidades no processo em meio à crise de credibilidade instalada no STF após a divulgação de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o empresário.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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