Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Pesquisa aponta distância entre críticas ao STF e decisão sobre a Presidência

Levantamento mostra que a maioria considera excessivo o poder dos ministros, mas não pretende alterar o voto por episódios recentes.

Pesquisa aponta distância entre críticas ao STF e decisão sobre a Presidência

A percepção de que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm poder demais convive com a avaliação de que a Corte é necessária à democracia, aponta pesquisa Datafolha. Para 71% dos eleitores, o Supremo é essencial para o regime democrático. Ao mesmo tempo, 76% dizem que os ministros concentram poderes excessivos no país.

A discordância em relação a essa afirmação soma 18%. Outros 3% não concordam nem discordam, e 4% não souberam responder. Além disso, 77% avaliam que a população confia menos no STF hoje do que no passado.

O levantamento ouviu 2002 eleitores em 125 cidades entre terça-feira, 8, e quinta-feira, 10. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01833/2026.

Efeito sobre a escolha presidencial

As respostas também indicam que os episódios recentes envolvendo ministros do Supremo tiveram pouco efeito declarado sobre a escolha para presidente. Sobre a divulgação de mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, 85% afirmaram que as revelações não mudaram nem mudarão o voto.

Outros 7% disseram que não alteraram a escolha, mas ficaram em dúvida sobre o candidato. Apenas 4% declararam ter mudado de voto por causa das revelações contra Moraes. A mesma proporção não soube responder.

A pesquisa avaliou ainda o possível impacto do pedido de investigação contra André Mendonça, relacionado a supostos vazamentos seletivos de investigações sobre o Banco Master. Para 86%, o episódio não alterou nem deverá alterar o voto. Outros 7% afirmaram que mantiveram a preferência, mas passaram a ter dúvida sobre em quem votar.

A mudança de voto foi indicada por 2% dos entrevistados, enquanto 4% não souberam responder.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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