Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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PGR questiona atuação de ministro e pede explicações à PF sobre relatório

Paulo Gonet solicitou ao STF esclarecimentos sobre a produção de documento que reuniu mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

PGR questiona atuação de ministro e pede explicações à PF sobre relatório
Foto: José Cruz/Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal que a Polícia Federal esclareça como foi produzido o relatório que reuniu mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, quer verificar se houve ordem ou interferência externa na elaboração do documento.

A PGR afirma que não teve oportunidade de se manifestar durante a investigação e, por isso, diz ter sido impedida de exercer o controle externo da atividade policial. Na terça-feira (1º), Gonet também pediu que o relatório fosse declarado nulo.

Para a Procuradoria, a determinação para que a PF investigasse pessoas específicas, sem solicitação da própria instituição ou da polícia, ultrapassaria os limites de atuação do ministro durante a fase pré-processual. Gonet aparece no relatório, e o Conselho Superior do Ministério Público Federal abriu procedimento para analisar sua conduta.

A manifestação sustenta ainda que, caso André Mendonça identificasse algum indício de irregularidade envolvendo Moraes, a apuração não poderia ser aprofundada por ele. Segundo a PGR, a questão deveria ser encaminhada ao presidente do STF, Edson Fachin, para que o plenário decidisse sobre a continuidade da investigação. Embora não cite Mendonça nominalmente, o ofício faz referência à conduta do magistrado.

“Ao juiz não cabe acusar, menos ainda ao juiz cabe realizar investigações pré-processuais”, escreveu Gonet ao defender a nulidade. Para ele, a atribuição de funções investigativas ao juiz pode comprometer os resultados da ação.

As mensagens foram extraídas de uma investigação da PF sobre o Banco Master. Mendonça retirou o sigilo do relatório na terça-feira. O material registra conversas entre Moraes e Vorcaro em novembro de 2025, quando o banqueiro perguntou sobre o risco de ser preso e a possibilidade de deixar o país.

Em 15 de novembro, Vorcaro escreveu: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”. No dia seguinte, voltou a perguntar sobre uma possível prisão. A ordem ainda não havia sido assinada pela 10ª Vara Federal do Distrito Federal. Vorcaro foi preso no dia seguinte, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, quando tentava embarcar em um jatinho particular.

A PF não conseguiu identificar eventuais respostas de Moraes porque as mensagens eram enviadas em modo de visualização única. O relatório também menciona contatos de Vorcaro com terceiros ligados a Gonet. Em 15 de março de 2025, o advogado Ciro Soares enviou ao banqueiro uma foto ao lado do procurador-geral e pediu que ele ligasse. Em 11 de abril, Vorcaro incluiu Pedro e Ciro em uma lista de convidados para um evento em Londres que acabou não ocorrendo. A PF afirma que Pedro era filho de Gonet.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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