Candidatos à Presidência da República nas eleições de outubro reagiram, na quarta-feira, 9, às decisões de Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a Polícia Federal e o inquérito das fake news.
Fachin suspendeu a decisão de André Mendonça que havia afastado o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. Também retirou Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news, assumiu a condução das investigações e suspendeu todo e qualquer procedimento contra integrantes do STF.
Renan Santos, candidato pelo Missão, criticou a disputa entre ministros do Supremo e afirmou que a decisão de Fachin representa “um show ridículo de briga de egos entre ministros da Suprema Corte”. Ele também mencionou os salários dos ministros, negócios com escritórios ligados a parentes e acusações de corrupção.
Santos disse ainda que, enquanto os ministros entram em conflito, a população enfrenta problemas como filas no SUS, assaltos, desemprego e perda de renda. Para o candidato, parte da população deixou de acompanhar o caso e prefere assistir a partidas de futebol.
Ronaldo Caiado, do PSD, aprovou a transferência da relatoria para Fachin e voltou a criticar a investigação que era conduzida por Moraes. Caiado classificou o inquérito como uma invenção e um conflito de interesses que, na avaliação dele, reduz a dimensão do Judiciário.
O candidato também afirmou esperar que Fachin saiba o que está fazendo ao suspender o afastamento de Andrei Rodrigues e pediu que o presidente do STF adote medidas contra o que chamou de abusos de Alexandre de Moraes. Caiado citou conversas com Vorcaro e disse que o Brasil não suporta mais instabilidade.
Romeu Zema, do Novo, também comemorou a retirada de Moraes da relatoria. Segundo Zema, o inquérito era usado para perseguir adversários do ministro. Ele afirmou que Moraes perdeu a principal ferramenta que utilizava para intimidar adversários e declarou não ter medo do ministro.
Zema acrescentou que responde a um processo movido por Gilmar Mendes e disse que não se intimida com a ação.



