Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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STF pode discutir impedimento de ministros antes de análise sobre Moraes

Aliados de Alexandre de Moraes avaliam questionar a participação de Kassio Nunes Marques e Luiz Fux no julgamento desta terça-feira.

STF pode discutir impedimento de ministros antes de análise sobre Moraes
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O plenário do Supremo Tribunal Federal pode analisar, antes do mérito do caso envolvendo Alexandre de Moraes, se Kassio Nunes Marques e Luiz Fux devem participar do julgamento marcado para terça-feira (15). A discussão seria apresentada por meio de uma questão de ordem por Gilmar Mendes, Flávio Dino ou Cristiano Zanin, ministros que apoiam Moraes.

A iniciativa considera possíveis conflitos de interesse relacionados aos filhos de Kassio e Fux. Uma consultoria ligada ao advogado Kevin Marques, filho de Kassio, recebeu R$ 6,6 milhões do Banco Master. Já Rodrigo Fux, filho de Luiz Fux, foi convidado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco, para um camarote VIP da Sapucaí, em 2025.

Moraes e seus aliados entendem que o plenário deve avaliar esses pontos antes de examinar as mensagens enviadas por Vorcaro. Kassio, segundo pessoas próximas, recebeu avisos de que seu filho seria mencionado. O ministro afirma estar apto a votar por não ter relação com Vorcaro, mas diz que aceitará uma eventual decisão da maioria pela sua suspeição. Fux não comentou o assunto com auxiliares. Seu filho declarou, quando a presença no camarote veio a público, que não era amigo do ex-banqueiro e nunca havia atuado como advogado dele.

Disputa sobre a pauta

A discussão ocorre em meio à divergência sobre a forma de julgar os casos relacionados a Moraes e André Mendonça. O presidente do STF, Edson Fachin, manteve para terça-feira a sessão sobre Moraes e marcou para a semana seguinte, no dia 23, a análise das acusações de abuso de autoridade e de direcionamento ilegal de investigações atribuídas a Mendonça.

Gilmar havia pedido que os dois processos fossem julgados juntos, por considerá-los relacionados e inseparáveis, mas Fachin recusou. O presidente afirmou que o prazo para Mendonça se manifestar sobre sua atuação na relatoria do Master só termina no dia 21, razão pela qual o caso ainda não estaria pronto para a sessão desta terça-feira.

Pelo menos cinco ministros avaliam que a separação dos julgamentos aumenta a possibilidade de um pedido de vista, que permite mais tempo para examinar os autos, por até 90 dias. A medida poderia adiar a análise e abrir espaço para que os dois casos fossem discutidos em uma mesma sessão.

A ala ligada a Moraes também deve mencionar um encontro entre Mendonça e Vorcaro em 2025 e a suspeita de que o ministro tenha recebido um terno de pessoas ligadas ao ex-banqueiro. Mendonça nega o recebimento. Ele afirma que Vorcaro o procurou para tratar de um processo sobre precatórios, mas que apenas o ouviu, e diz ter votado contra a posição defendida pelo empresário nesse caso.

Dias Toffoli não deve votar porque já se declarou suspeito em processos envolvendo o Master. Auxiliares de três ministros, porém, consideram que o plenário terá de abordar um relatório que aponta Toffoli como beneficiário final de um fundo que recebeu R$ 35 milhões de Vorcaro. Toffoli nega irregularidades e afirma não ter amizade com o ex-banqueiro. Também diz que as alegações da Polícia Federal foram apresentadas aos ministros em fevereiro e arquivadas pelo plenário.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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