A manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal foi assinada por Hildenburgo Chateaubriand Filho, vice-procurador-geral da República, e não por Paulo Gonet. O documento pede que o presidente do STF, ministro Edson Fachin, determine a retirada do sigilo de todas as peças relacionadas ao caso, sem exceções.
O pedido envolve os documentos e procedimentos vinculados à PET 15556, com as ressalvas já mencionadas na manifestação. Para a PGR, a listagem encaminhada ao tribunal não inclui parte significativa dos procedimentos associados à investigação mais ampla da Operação Compliance Zero, identificada pelo IPL 5026.
Questionamento sobre os arquivos
Na avaliação apresentada ao STF, a ausência desses registros pode levar à interpretação de que a transparência pretendida pela medida não foi aplicada de forma completa. O vice-procurador-geral afirmou que a omissão pode ter uma justificativa administrativa, mas pediu que situações de igual repercussão recebam o mesmo tratamento.
A manifestação foi assinada pelo vice-procurador-geral em um momento em que a atuação de Gonet no caso passou a ser questionada. O nome do procurador-geral foi citado em um relatório da Polícia Federal sobre mensagens de Daniel Vorcaro.
A Ordem dos Advogados do Brasil defende o afastamento de Gonet da ação que apura as mensagens. Também foi aberto, pelo Conselho do Ministério Público Federal, um processo para verificar a atuação dele em razão de conversas com o banqueiro.
Outros pedidos no caso Master
Na sexta-feira, 11, Alexandre de Moraes criticou o que classificou como “escolha seletiva” de André Mendonça e solicitou o fim do sigilo de outros documentos ligados ao caso Master. Moraes está prestes a ter analisado pelo STF um pedido de abertura de investigação contra ele.
Cristiano Zanin pediu acesso aos dados brutos extraídos do celular de Daniel Vorcaro antes de o plenário avaliar a possibilidade de investigação contra Moraes.


