Pesquisadores chineses desenvolveram um curativo que reúne ação antibacteriana, resfriamento passivo e propriedades mecânicas semelhantes às da pele humana. O material foi batizado de “pele de resfriamento biônica”.
A estrutura é formada por nanofibras processadas por uma técnica de soldagem por solvente. O processo dá ao curativo resistência à tração e à deformação, com características próximas às da pele humana natural.
O sistema de resfriamento combina duas camadas. A externa, hidrofóbica, reflete a luz solar e emite radiação infravermelha. A interna, hidrofílica, absorve umidade e mantém nanopartículas que, ativadas pela luz, produzem espécies reativas de oxigênio. Essas espécies atuam contra bactérias que possam infectar o ferimento.
Resultados dos testes
Os testes indicaram eficácia antibacteriana de 97,1% contra patógenos potencialmente perigosos. O curativo também promoveu o fechamento quase completo de feridas em cerca de 11 dias, com uma taxa de cicatrização próxima do dobro da observada em curativos comuns.
Os resultados foram publicados na revista Nano-Micro Letters, com o DOI 10.1007/s40820-026-02240-6.



