Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
O radar da região e do país
Saúde

Chás para emagrecer não eliminam gordura e podem oferecer riscos

Bebidas podem reduzir líquidos temporariamente, mas não substituem alimentação equilibrada, atividade física ou acompanhamento profissional.

Chás para emagrecer não eliminam gordura e podem oferecer riscos
Foto: Maginific/Sport Life

Chás vendidos com promessa de emagrecimento podem provocar redução temporária do peso, mas não eliminam gordura corporal. O efeito ocorre principalmente quando a bebida tem ação diurética ou laxativa, aumentando a eliminação de água ou estimulando o intestino.

A endocrinologista Maria Simões, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, explica que a redução mostrada pela balança nesses casos não representa necessariamente perda de gordura. “É importante diferenciar perda de peso de perda de gordura”, afirma.

Riscos do consumo excessivo

Produtos chamados de chás “detox” e “seca barriga” podem reunir diferentes ervas e substâncias. Mesmo quando são apresentados como naturais, eles podem alterar o funcionamento do intestino, causar perda excessiva de líquidos e provocar desequilíbrios no organismo.

Também há risco quando a composição não é completamente conhecida. Misturas com várias substâncias dificultam a previsão dos efeitos da combinação e podem interagir com medicamentos ou agravar determinadas condições de saúde.

O cuidado deve ser maior entre pessoas que usam medicamentos continuamente, têm doenças crônicas, problemas nos rins, alterações no fígado ou doenças e alterações intestinais. Gestantes e lactantes não devem consumir preparações com ervas sem orientação profissional.

Chá não substitui refeição

Usar a bebida no lugar das refeições não é uma estratégia adequada para emagrecer. A prática pode reduzir excessivamente a ingestão de calorias, prejudicar a qualidade da alimentação e aumentar o risco de deficiências nutricionais.

Os chás podem fazer parte de uma rotina equilibrada, mas não devem ser tratados como medicamentos nem como a principal ferramenta para perder peso. O consumo também não substitui alimentação adequada, atividade física ou acompanhamento profissional.

Para a endocrinologista, o emagrecimento precisa ser sustentável e considerar as particularidades de cada pessoa. Alimentação equilibrada, atividade física, sono adequado e avaliação profissional podem fazer parte da estratégia. A médica afirma que “natural não é sinônimo de inofensivo” e recomenda orientação, especialmente quando o consumo é frequente ou ocorre em grandes quantidades.

A dificuldade para perder peso pode ter diferentes causas. Por isso, mais importante do que procurar uma bebida com promessa de resultado rápido é avaliar cada caso e definir uma estratégia que possa ser mantida ao longo do tempo.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.