Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Depakote Sprinkle deixará de ser vendido no Brasil em dezembro de 2026

Pacientes devem buscar orientação médica antes da retirada para planejar a continuidade do tratamento contra epilepsia.

Depakote Sprinkle deixará de ser vendido no Brasil em dezembro de 2026
Foto: Adaptação Foto: SaúdeLab/SaúdeLAB

O Depakote Sprinkle 125 mg deixará de ser fabricado e comercializado no Brasil pela Abbott a partir de dezembro de 2026. A retirada preocupa pacientes com epilepsia e familiares, especialmente aqueles que dependem da apresentação em cápsulas com microgrânulos para administrar o tratamento.

A empresa informou que a descontinuação é comercial e não está relacionada a problemas de qualidade, segurança ou eficácia do medicamento. O Ministério Público Federal (MPF) abriu um inquérito civil para avaliar os impactos da medida, o risco de desabastecimento e a existência de alternativas terapêuticas.

Por que a apresentação é importante

O Depakote Sprinkle contém divalproato de sódio, substância usada no controle de diferentes tipos de crises epilépticas. A cápsula tem microgrânulos de liberação retardada e pode ser aberta para que o conteúdo seja misturado a uma pequena quantidade de alimento pastoso, sem mastigar os grânulos, conforme a bula.

Esse formato pode facilitar a administração para pessoas com dificuldade de engolir e para determinados pacientes com condições neurológicas. Por isso, a existência de outros medicamentos com o mesmo princípio ativo não significa que a troca possa ser feita automaticamente. A apresentação, a forma de administração e as necessidades individuais precisam ser avaliadas pelo médico.

A interrupção repentina de anticonvulsivantes pode levar à perda do controle das crises e, em situações graves, ao estado de mal epiléptico, uma emergência médica. Uma substituição inadequada também pode comprometer o controle da epilepsia.

Como se preparar

Pacientes que usam o Depakote Sprinkle devem procurar o médico com antecedência, sem esperar que o produto deixe de estar disponível nas farmácias. Na consulta, é possível discutir alternativas, avaliar uma eventual mudança de apresentação ou medicamento e definir como será feita a transição.

O tratamento não deve ser interrompido por conta própria. As unidades ainda disponíveis podem ser utilizadas dentro do prazo de validade, desde que tenham sido armazenadas corretamente e permaneçam adequadas para uso. Também é recomendável planejar a reposição com o médico e o farmacêutico, além de guardar a embalagem e a receita para facilitar a identificação da apresentação utilizada.

A Abbott disponibiliza o telefone 0800 703 1050 para atendimento aos consumidores. Informações também podem ser buscadas no site oficial da empresa.

Investigação do MPF

O inquérito do MPF começou depois que uma família relatou preocupação com o tratamento de uma criança com síndrome rara. Outras 16 manifestações semelhantes foram reunidas ao procedimento.

O órgão solicitou informações à Abbott, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ao Ministério da Saúde. A apuração considera o risco de desabastecimento, os prazos de comunicação e a oferta de alternativas, inclusive na rede pública.

As regras da Anvisa para a descontinuação de medicamentos incluem antecedência de 180 dias e, nas situações previstas de risco de desabastecimento, de 12 meses. A fabricante também deve cumprir as exigências de fornecimento durante o período de transição.

O inquérito ainda está em andamento e não significa que tenha sido constatada irregularidade por parte da empresa. Para os pacientes, a orientação é antecipar a conversa com o médico e organizar a continuidade do tratamento antes da retirada definitiva.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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