A naltrexona pode causar náusea, dor de cabeça, tontura, cansaço e alterações no sono, sobretudo no início do tratamento. O medicamento é usado principalmente contra o transtorno por uso de álcool e o transtorno por uso de opioides. Como bloqueia os receptores opioides, também interfere no efeito de remédios usados para controlar a dor.
Entre as reações digestivas, estão dor ou desconforto abdominal, vômitos, diarreia e redução do apetite. Quando leves, esses sintomas podem melhorar durante a continuidade do tratamento. Vômitos ou diarreia intensos ou persistentes, especialmente acompanhados de sinais de desidratação, precisam de avaliação médica.
Sintomas que exigem atenção
Tontura intensa, desmaio ou dor de cabeça súbita e muito forte com dificuldade para falar, alteração da visão, confusão ou fraqueza em um lado do corpo exigem atendimento de emergência. Esses sinais podem estar relacionados a uma condição neurológica grave.
A naltrexona também pode estar associada a insônia, sonolência, ansiedade e irritabilidade. Mudanças relevantes no comportamento ou no estado emocional devem ser comunicadas ao médico. Pensamentos de morte ou suicídio, piora acentuada do estado emocional e alterações graves do comportamento exigem atendimento imediato.
Coceira, erupções na pele e aumento da transpiração também podem ocorrer. Inchaço no rosto, nos lábios ou na língua e dificuldade para respirar são sinais de reação alérgica grave. Nesse caso, a pessoa não deve tomar novas doses até receber orientação de um profissional de saúde e precisa buscar atendimento de emergência.
Cuidados com o fígado e com opioides
A naltrexona pode alterar as enzimas do fígado e, em situações mais graves, provocar lesão hepática. A atenção deve ser maior para quem já tem doença hepática. Conforme o caso, o médico pode avaliar a função do fígado antes e durante o tratamento.
Pele ou olhos amarelados, urina escura, dor na parte superior direita do abdômen, cansaço intenso e perda importante de apetite precisam ser avaliados por um profissional.
Morfina, oxicodona e outros opioides podem ter o efeito reduzido durante o uso da naltrexona. Por isso, o medicamento deve ser informado antes de cirurgias, procedimentos médicos ou atendimentos de emergência. Tentar superar esse bloqueio com doses maiores de opioides pode causar intoxicação grave e até morte. Após a interrupção da naltrexona, a tolerância aos opioides pode diminuir, elevando o risco de overdose se a pessoa voltar a usá-los.
O tratamento deve ser iniciado, interrompido ou ajustado somente com orientação médica. Antes do início, o profissional precisa saber sobre doença hepática, uso de opioides ou eventual necessidade desses medicamentos para controlar a dor. A naltrexona não deve ser iniciada enquanto houver opioides no organismo sem avaliação adequada, pois isso pode desencadear uma síndrome de abstinência intensa em pessoas fisicamente dependentes.



