A dor de cabeça que aparece todos os dias não deve ser tratada como parte normal da rotina. A frequência, a intensidade e as características do sintoma ajudam a indicar quando é necessário buscar avaliação profissional.
Entre as possíveis causas estão estresse, tensão emocional, sono insuficiente ou irregular, jejum prolongado, desidratação, alterações hormonais, problemas de visão e tensão muscular no pescoço e nos ombros. O excesso de cafeína ou a interrupção repentina do consumo também podem estar associados às crises.
A cefaleia tensional costuma provocar sensação de pressão ou aperto na cabeça. Já a enxaqueca pode causar dor mais intensa, acompanhada de náusea e sensibilidade à luz ou ao som.
Atenção ao uso de medicamentos
O consumo frequente de analgésicos para controlar as crises pode contribuir para a manutenção das dores. Essa condição é chamada de cefaleia por uso excessivo de medicamentos. O problema não está necessariamente em usar remédios, mas em recorrer a eles de forma repetida e sem acompanhamento adequado.
Quem precisa tomar medicamentos constantemente para controlar a dor deve procurar avaliação médica. Evitar a automedicação contínua é uma medida importante, mas não substitui a investigação das causas.
Registrar as crises pode facilitar a consulta. É útil anotar quando a dor aparece, quanto tempo dura, qual é sua intensidade, possíveis gatilhos e os medicamentos utilizados. Um médico pode analisar o histórico, fazer o exame físico e solicitar exames quando necessário.
Quando buscar atendimento
A procura por atendimento de urgência é indicada quando a dor surge de maneira súbita e muito intensa, sobretudo se for diferente de qualquer dor já sentida. Também é necessário buscar ajuda rapidamente se o sintoma vier acompanhado de fraqueza ou dormência em um lado do corpo, dificuldade para falar, confusão mental, alterações importantes na visão, febre e rigidez no pescoço ou vômitos persistentes.
Dor de cabeça após um trauma na cabeça também merece avaliação.
Manter horários regulares para dormir e comer, beber água e observar possíveis gatilhos pode ajudar a reduzir as crises. Ainda assim, dores recorrentes, persistentes, que interferem na rotina ou exigem medicamentos frequentes não devem ser ignoradas. Identificar a causa é importante para definir o tratamento adequado.



