Arthur Schopenhauer dedicou parte de sua obra a refletir sobre a felicidade e os obstáculos para alcançá-la. Considerado o pai do pessimismo filosófico moderno, o filósofo alemão descreveu a vida como uma oscilação entre o sofrimento e o tédio.
A ideia aparece em sua coletânea de escritos “Parerga e Paralipomena”, que reúne os “Aforismos sobre a Sabedoria da Vida”. Para Schopenhauer, o sofrimento surge quando as pessoas não conseguem aquilo que desejam. Quando o desejo é realizado, porém, a conquista pode dar lugar ao tédio.
Essa interpretação está relacionada à noção de que os seres humanos são movidos por um desejo contínuo. Em “O Mundo como Vontade e Representação”, o filósofo escreveu: “Há apenas um erro inato: pensar que existimos para ser felizes”.
Uma arte de viver
Schopenhauer chegou a criar o termo “eudemonologia”, definido como a arte de ser feliz. Suas reflexões sobre o tema foram reunidas em “A Arte de Ser Feliz”, livro que apresenta regras para lidar com a vida.
Na regra 22, ele resume a felicidade como uma redução do sofrimento: “Viver feliz só pode significar viver o mínimo possível de infelicidade”.
A solidão também aparece nesse pensamento. Para o filósofo, ela pode ser escolhida como alternativa diante das dificuldades da convivência e como um caminho para buscar algum grau de felicidade. A reflexão, formulada no século XIX, continua associada a questões sobre desejo, realização e insatisfação.



