O mercado físico do boi gordo segue em alta, com negociações acima das referências médias em diversos estados brasileiros. Em Minas Gerais, a arroba foi cotada a R$ 341,76, ante R$ 340,88 no dia anterior.
A maior dificuldade para formar escalas de abate está concentrada nos frigoríficos de pequeno e médio porte, segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado. As indústrias de maior porte têm mais facilidade para atender às necessidades imediatas porque contam com animais de contratos de parceria e confinamentos próprios.
Cotações por estado
- São Paulo: R$ 356,33; no dia anterior, R$ 355,33
- Goiás: R$ 345,36; no dia anterior, R$ 344,64
- Minas Gerais: R$ 341,76; no dia anterior, R$ 340,88
- Mato Grosso do Sul: R$ 349,05; no dia anterior, R$ 348,84
- Mato Grosso: R$ 333,30; no dia anterior, R$ 332,76
Iglesias também destacou a diferença entre o mercado físico e os contratos futuros. Para ele, esse cenário cria oportunidades de hedge, estratégia que permite ao pecuarista proteger preços e margens em um período de elevada volatilidade e mudanças nos fundamentos do mercado.
No atacado, a carne bovina teve preços acomodados nesta terça-feira. A avaliação é de que há pouco espaço para novos reajustes no curto prazo, diante da falta de estímulos relevantes ao consumo na semana e da maior competitividade de proteínas concorrentes, especialmente a carne de frango.
Os preços foram de R$ 20,50 por quilo para o quarto dianteiro, R$ 27,50 por quilo para o quarto traseiro e R$ 19,00 por quilo para a ponta de agulha.
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,76%, a R$ 5,0894 para venda e R$ 5,0874 para compra. A moeda oscilou entre R$ 5,0706 e R$ 5,1276.



