Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Boi gordo sobe em parte do país, e mercado vê espaço para novas altas

Preços avançaram em São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul e Rondônia, enquanto Minas Gerais ficou estável na semana.

Boi gordo sobe em parte do país, e mercado vê espaço para novas altas

O mercado brasileiro do boi gordo registrou alta em parte das principais praças na semana encerrada em 17 de setembro. A expectativa de maior demanda no último trimestre sustenta a possibilidade de novos avanços, enquanto os valores negociados no mercado físico e no futuro apresentam diferença superior a R$ 20.

Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado, afirma que o mercado deve buscar uma convergência entre os preços do boi disponível e os contratos futuros nas próximas semanas. No mercado físico, os negócios ocorreram acima da referência média, embora os frigoríficos de maior porte estejam com escalas de abate mais confortáveis, apoiados por animais de parceria e confinamentos próprios.

As empresas menores, por outro lado, precisam negociar com mais intensidade para formar suas escalas. Houve negócios pontuais a R$ 360 por arroba no interior de São Paulo, mas a média estadual permaneceu entre R$ 350 e R$ 355.

Preços nas principais praças

Na modalidade a prazo, São Paulo registrou R$ 355, alta de 4,41% sobre os R$ 340 do fim da semana anterior. Em Goiás, a arroba chegou a R$ 340, avanço de 3,03% ante os R$ 330 anteriores. Minas Gerais ficou em R$ 335, sem alteração.

Mato Grosso do Sul passou a R$ 345, alta de 2,99% sobre os R$ 335 anteriores. Mato Grosso manteve R$ 330. Em Rondônia, o preço foi a R$ 335, crescimento de 0,60% em relação aos R$ 333 registrados no encerramento da semana passada.

No atacado, o quarto do traseiro bovino subiu para R$ 27,50 por quilo, contra R$ 26,50, enquanto o quarto do dianteiro avançou para R$ 19,50 por quilo, ante R$ 19,00. A entrada dos salários estimulou a reposição entre atacado e varejo na primeira metade do mês. Para a segunda quinzena, Iglesias prevê consumo menos intenso, com a concorrência da carne suína e de frango limitando novos aumentos.

Exportações

As exportações brasileiras de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada somaram US$ 495,054 milhões em setembro, considerando 8 dias úteis. A média diária foi de US$ 61,881 milhões, com 79,711 mil toneladas embarcadas e média diária de 9,964 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 6.210,50 por tonelada.

Na comparação com setembro de 2025, o valor médio diário caiu 23%, a quantidade média diária recuou 30,3% e o preço médio avançou 10,5%, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A possível retomada da cota de exportação para a China em outubro, os embarques aos Estados Unidos e a demanda doméstica associada às eleições e às festas de fim de ano estão entre os fatores apontados para a valorização da arroba.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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