A produção brasileira de mel atingiu 71,3 mil toneladas em 2025, alta de 4,5% em relação a 2024. O resultado representa um aumento de 3,1 mil toneladas e o oitavo ano seguido de renovação do recorde. O valor gerado pela atividade também foi o maior da série, com R$ 1,2 bilhão, avanço de 18,5%.
Os dados fazem parte da Pesquisa Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O instituto atribui a expansão às condições climáticas favoráveis, que ampliam a oferta de alimentos para as abelhas, e ao crescimento da procura por produtos naturais e saudáveis no Brasil e no exterior.
Sul retoma liderança
A região Sul voltou a liderar a produção nacional de mel, posição que não ocupava desde 2022. A produção regional cresceu 18,8% e representou 37,1% do total brasileiro. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo Rio Grande do Sul, maior produtor do país, com 15,3% do total nacional, e pelo Paraná, responsável por 15%.
O Nordeste ficou próximo do Sul, com participação em torno de 37,1%. Entre os estados, o Rio Grande do Sul ultrapassou o Paraná e assumiu a primeira posição. O Piauí apareceu em terceiro, com 12% da produção nacional, equivalente a 8,6 mil toneladas. Minas Gerais e São Paulo ficaram na quarta e quinta posições, levando o Sudeste à terceira colocação entre as regiões, com 20,7%.
A pesquisa também registrou recorde na aquicultura. A produção de camarão chegou a 172,4 mil toneladas, com Aracati (CE) na liderança municipal. A produção de peixes cresceu 7,1% e somou 783 mil toneladas; a tilápia respondeu por quase 70% desse total. Morada Nova de Minas foi o município com maior produção de peixe no país.



