Uma fazenda solar nos arredores de Phoenix, no Arizona, passou a abrigar uma colônia de corujas-buraqueiras. As aves foram transferidas para o local depois de perderem o habitat natural por causa do desenvolvimento urbano da região.
A mudança ocorreu em março de 2025, por meio de uma parceria entre a Longroad Energy, responsável pela gestão da usina Sun Stream, e o centro de reabilitação de aves de rapina Wild At Heart. O grupo de corujas estava originalmente a cerca de 80 quilômetros dali.
Ao todo, foram realocados nove casais de corujas e um macho. Na nova área, a colônia conseguiu se adaptar ao ambiente formado por milhares de painéis solares, além de se reproduzir e caçar no próprio local.
A usina está instalada em uma paisagem desértica do Arizona, estado que reúne planícies e muitas horas de sol. Os painéis se espalham pelo território e fornecem eletricidade ao estado. Entre as estruturas, uma das corujas foi observada pousada sobre um sensor meteorológico, de onde acompanhava o deserto ao redor.
A presença das aves mostra uma possibilidade de convivência entre instalações de energia renovável e a fauna local. O caso também destaca a importância do planejamento para que a expansão de usinas solares não represente necessariamente uma barreira à conservação de espécies.
A energia solar em larga escala se expandiu nos últimos anos em diferentes partes do mundo, inclusive nos Estados Unidos. No Arizona, a ampliação das áreas cobertas por painéis solares transformou a paisagem desértica e aumentou a necessidade de considerar os animais que vivem na região.



