Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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CNA pede que crédito rural considere práticas de redução de riscos

Entidade também defende a recuperação do seguro rural, que caiu de 14 milhões para 3,5 milhões de hectares cobertos entre 2021 e 2025.

CNA pede que crédito rural considere práticas de redução de riscos

A área protegida pelo seguro rural no país caiu de 14 milhões de hectares, em 2021, para 3,5 milhões de hectares, em 2025. Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a recuperação do instrumento deve estar entre as prioridades da política de gestão de riscos no campo.

A avaliação foi apresentada pelo diretor técnico da entidade, Bruno Lucchi, durante o evento “3 F: Futuro, Finanças e Florestas”, promovido pela Federação Nacional de Associações dos Servidores do Banco Central (Fenasbac), nesta sexta-feira (11). A programação incluiu o painel “Caminhos de Convergência: Riscos, financiamento e conformidade no agro”.

Lucchi defendeu que o sistema financeiro leve em conta as medidas adotadas pelos produtores para diminuir a exposição da atividade agropecuária. Entre as possibilidades, citou o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) Níveis de Manejo, ferramenta piloto que reúne informações sobre características regionais, culturas e práticas de produção.

De acordo com o diretor técnico, o modelo já começou a ser utilizado no seguro e pode ser incorporado também ao crédito rural. A proposta é oferecer condições melhores aos produtores que adotem sistemas capazes de reduzir riscos. Na avaliação da CNA, esse tipo de contrapartida financeira pode estimular a expansão dessas práticas.

Crédito e proteção

O crédito rural, segundo Lucchi, é importante para o desenvolvimento do setor, que passa por aperfeiçoamento contínuo com apoio de pesquisas voltadas ao clima tropical e de linhas de financiamento que permitam a adequação dos produtores.

O diretor classificou o seguro como a principal ferramenta de mitigação de riscos, mas afirmou que o instrumento perdeu força nos últimos anos. Também defendeu a melhoria dos dados e das informações disponíveis sobre o agro, para que os seguros sejam ajustados às características de cada atividade e região.

Ao final do evento, Lucchi afirmou que a gestão de riscos deve avançar para diminuir o custo de capital dos produtores. Entre os instrumentos mencionados estão seguro, assistência técnica, juros, prazos e incentivos para alterações no processo produtivo.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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