Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Emprego nos EUA reforça aposta em continuidade da queda da Selic

Dados do mercado de trabalho americano elevaram as incertezas sobre as próximas decisões do Federal Reserve e do Copom.

Emprego nos EUA reforça aposta em continuidade da queda da Selic
Foto: Adobe Stock

Os dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos aumentaram a expectativa de mudanças nas decisões de juros do Federal Reserve e do Copom. O relatório divulgado nesta sexta-feira, 4, pelo Departamento do Trabalho do governo americano registrou a criação de 162 mil empregos em agosto, acima da previsão de 55 mil.

O salário médio por hora subiu 0,3% no mês, em linha com as expectativas. Na comparação anual, a alta dos salários foi de 3,09%, enquanto o consenso projetava 3,0% em 12 meses. A taxa de desemprego permaneceu em 4,1% da força de trabalho.

Os resultados anteriores também foram revisados para cima. O número de julho passou de 23 mil vagas fechadas para a criação de 21 mil empregos. Em junho, o dado foi alterado de 20 mil para 31 mil empregos gerados.

A divulgação afetou os ativos financeiros e modificou as projeções para as reuniões do Federal Open Market Committee (Fomc) e do Copom, previstas para os dias 15 e 16 de setembro. Nos Estados Unidos, cresceu a expectativa de que o Federal Reserve volte a elevar a taxa básica de juros. No Brasil, aumentou a possibilidade de interrupção do ciclo de redução da Selic.

A inflação americana está acima da meta de 2,0% ao ano há mais de cinco anos e atualmente está em 3,5% ao ano. O cenário inclui mercado de trabalho relativamente forte, desemprego abaixo da taxa neutra, política fiscal expansionista e incertezas internacionais relacionadas ao Oriente Médio, ao Leste Europeu e à guerra comercial com a China. Esses fatores afetam preços de produtos como petróleo, fertilizantes e cereais.

No Brasil, a taxa de desemprego está no menor nível da série histórica, enquanto a inflação permanece acima da meta pelo menos desde 2020. A política fiscal também é expansionista, e o ambiente internacional segue incerto.

A diferença apontada está nos juros reais: nos Estados Unidos, a taxa está próxima de 0,8% ao ano; no Brasil, chega a cerca de 9,5% ao ano. Como há sinais de redução da inflação brasileira na margem, o cenário mais provável é que o Copom mantenha o ciclo de queda da Selic na próxima reunião.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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