Belo Horizonte, Quinta-feira, 10 de setembro de 2026
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JBS aposta em tecnologia e exportações para ampliar acesso a alimentos

Gilberto Tomazoni afirmou que a demanda por autossuficiência alimentar pode manter as importações e abrir espaço para o agro brasileiro.

JBS aposta em tecnologia e exportações para ampliar acesso a alimentos

A busca de países por maior autossuficiência na produção de alimentos não deve eliminar a necessidade de importações, na avaliação de Gilberto Tomazoni, CEO da JBS. Para ele, o Brasil pode fornecer produtos agropecuários e complementar a oferta desses mercados.

A declaração foi feita nesta quinta-feira (10/9), durante um evento do Bradesco BBI realizado em São Paulo. Tomazoni citou negociações da JBS com Omã e Indonésia como exemplos de oportunidades associadas a esse movimento.

Em Omã, a empresa foi procurada pela experiência na operação do mercado de carnes. Na Indonésia, um fundo buscava um parceiro para contribuir com o processo de busca pela autossuficiência alimentar. A China, principal parceiro comercial do Brasil, também está entre os países que procuram ampliar a produção própria de alimentos.

O movimento ganhou força no mundo depois da pandemia da Covid-19 e de conflitos geopolíticos. Ainda assim, o executivo afirmou que esses países continuarão comprando produtos do exterior. “Acho que essa complementariedade abre oportunidade para o agro brasileiro dar um outro salto de crescimento”, disse.

Mudanças no consumo

No mercado doméstico, Tomazoni observou alterações no comportamento dos consumidores, que passaram a buscar produtos de menor custo e mais informações sobre os alimentos. Ele também mencionou o avanço das dietas com proteínas e a preocupação maior das gerações mais velhas com a saudabilidade.

O uso crescente de canetas emagrecedoras contribuiu para mudanças nos hábitos alimentares, incluindo o aumento do consumo dentro de casa. Em um cenário de inadimplência elevada, as despesas ganharam peso nas decisões de compra.

Para acompanhar esse consumidor, o CEO defendeu ganhos de produtividade com tecnologia, escala e inovação. “Sempre baseamos nossa estratégia em escala, eficiência e tecnologia e inovação”, afirmou.

Segundo Tomazoni, a JBS investe em hidrólise, processo de quebra de proteínas, e em biotecnologia, incluindo a multiplicação celular. A intenção é ampliar a competitividade e tornar os produtos mais acessíveis à população.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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