ESTADOS UNIDOS — A criação de empregos nos Estados Unidos deve ter desacelerado em setembro, enquanto a taxa de desemprego provavelmente permaneceu em 4,1% pelo terceiro mês consecutivo. As projeções indicam estabilidade no mercado de trabalho na passagem para o quarto trimestre.
A expectativa é de abertura de 90 mil vagas fora do setor agrícola no mês passado. Em agosto, foram criados 162 mil postos, número que os economistas preveem que será revisado para baixo. O resultado inicial foi o maior em cinco meses e é considerado uma anomalia, já que os primeiros dados de agosto costumam ser fracos.
As estimativas para setembro variam de 35 mil a 180 mil vagas. O Escritório de Estatísticas do Trabalho, ligado ao Departamento do Trabalho, divulgará nesta sexta-feira o relatório oficial de emprego.
Mercado perto do pleno emprego
A desaceleração esperada ocorre após o avanço inesperado de agosto. Parte dos economistas atribuiu o resultado à volatilidade ligada ao modelo usado pelo governo para eliminar as flutuações sazonais dos dados.
Joe Brusuelas, economista-chefe da RSM, afirmou esperar uma manutenção do cenário de “baixas contratações e baixas demissões”. Para ele, a economia está em pleno emprego, e o relatório não deve alterar a orientação do Federal Reserve de promover mais um aumento da taxa de juros neste ano.
Ainda não há sinais de que a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã esteja afetando o mercado de trabalho. Economistas, porém, estimam que os efeitos dos desafios relacionados ao conflito no Oriente Médio, como os preços elevados da energia e a pressão sobre as cadeias de oferta, comecem a aparecer até o fim deste ano.



