A criação de empregos nos Estados Unidos acima do esperado em agosto elevou para 62% a probabilidade de o Federal Reserve aumentar os juros. A decisão do banco central americano é a mais aguardada entre as previstas para este mês, embora uma alta ainda não seja considerada certa.
O Fed também avaliará os dados de inflação que serão divulgados nesta sexta-feira. Caso o núcleo do índice, especialmente os preços de serviços, permaneça distante da meta de 2%, a instituição poderá optar pelo aumento da taxa. A medida ocorreria apesar da pressão pública de Donald Trump pela redução dos juros.
Europa sob pressão energética
O Banco Central Europeu deve anunciar nesta quinta-feira, 10, uma elevação de 0,25 ponto porcentual, levando a taxa para 2,50%, conforme a previsão da maioria dos analistas. A expectativa mudou depois que o preço do gás natural europeu alcançou, na semana passada, o maior nível desde janeiro de 2023.
O movimento ocorreu após novos ataques militares dos EUA contra o Irã. Além disso, os estoques de gás destinados ao inverno nos reservatórios de vários países europeus estão abaixo da média dos últimos 15 anos. Com a possibilidade de um novo choque de energia durante a aproximação do inverno, analistas passaram a projetar outro aumento de juros até o fim do ano.
Japão e demais economias
O Banco do Japão também deve elevar os juros para 1,25% na próxima semana. Alguns analistas já trabalham com uma alta superior a 0,25 ponto. O banco enfrenta a desvalorização recente do iene em relação ao dólar, que levou a uma intervenção conjunta do Japão e dos EUA, além de uma política fiscal expansionista que pressiona a inflação.
Entre os demais países do G-10, o banco central da Nova Zelândia aumentou a taxa básica em 0,25 ponto porcentual na semana passada, para 2,75%. No Canadá, a taxa foi mantida em 2,25%, mas o presidente do banco central afirmou que poderá elevá-la mais de uma vez. Na Austrália, analistas passaram a prever a quarta alta do ano, para 4,60%, na reunião marcada para o próximo dia 29.



