DÜLMEN — A nanotecnologia está entre as alternativas acompanhadas pela Yara para o desenvolvimento de fertilizantes. A técnica permite produzir partículas de nutrientes em escala nanométrica, com o objetivo de melhorar a absorção pelas plantas e diminuir o desperdício no solo.
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) recomenda o uso da nanotecnologia em soluções agrícolas ao menos desde 2010. Apesar disso, apenas duas empresas produzem fertilizantes com essa tecnologia em escala comercial: a IFFCO, maior grupo cooperativo da Índia, e a indiana Ray Nano Fertilizer.
Luis Torres, vice-presidente de agronomia e pesquisa e desenvolvimento da Yara, afirmou que a empresa incluiu a nanotecnologia em seus projetos de desenvolvimento, mas ainda não tem um produto baseado na técnica. “Nós incluímos nos pipelines [de desenvolvimento]. Mas nós não temos algo agora baseado em nanotecnologia”, disse.
Investimentos em adubos orgânicos
A Yara iniciou sua atuação em adubos orgânicos em 2021, com a compra da Ecolan Oy, da Finlândia. Desde então, a companhia norueguesa adquiriu participações em negócios relacionados ao segmento, em uma estratégia de diversificação regional.
Para Torres, o alcance desses negócios é condicionado por características de cada mercado. A origem da matéria-prima, o método de produção e as aplicações possíveis influenciam a viabilidade de fertilizantes orgânicos e biochar em cada região.
“Se os mercados veem como uma oportunidade de negócios, nós iremos atrás do negócio”, afirmou o executivo. Ele acrescentou que, até agora, essas iniciativas foram consideradas relevantes em escala regional, e não como uma aposta global da empresa.
A Yara, portanto, diferencia o acompanhamento de novas tecnologias, como a nanotecnologia, da expansão dos negócios baseados em economia circular. No caso dos adubos orgânicos e do biochar, a empresa avalia que as condições locais têm papel central na definição dos investimentos.



