Belo Horizonte, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Caminhada e corrida leve podem ajudar no controle do estresse e da ansiedade

Movimentos repetitivos, respiração controlada e contato com ambientes agradáveis estão entre os fatores associados ao relaxamento.

Caminhada e corrida leve podem ajudar no controle do estresse e da ansiedade
Foto: Shutterstock/Portal EdiCase

A atividade física pode contribuir para o controle do estresse e da ansiedade, além de favorecer o fortalecimento muscular, a redução de peso e a melhora da circulação sanguínea. Caminhadas ao ar livre e corridas leves estão entre as práticas que reúnem características associadas ao relaxamento, como movimentos repetitivos, controle da respiração e contato com ambientes agradáveis.

Dados do Inquérito Telefônico de Fatores de Risco para Doenças Crônicas não Transmissíveis em Tempos de Pandemia (Covitel) indicam que, em 2024, cerca de 56 milhões de brasileiros tinham ansiedade em algum grau. O número corresponde a aproximadamente 26,8% da população. A Organização Mundial da Saúde (OMS) também aponta o Brasil entre os países com maior incidência de transtornos ansiosos no mundo.

Efeitos da prática e frequência recomendada

Segundo o médico do trabalho e especialista em saúde corporativa Gustavo Locatelli, a prática esportiva regular pode ampliar a percepção de controle e reduzir a repetição de pensamentos e preocupações associados à ansiedade e ao estresse. “Ao se exercitar regularmente, a pessoa pode perceber maior capacidade de lidar com desconfortos, melhorar sua sensação de controle e reduzir a ruminação”, afirma.

Caminhada e corrida leve atuam em mecanismos do sistema nervoso e estimulam a liberação de substâncias relacionadas ao prazer e ao bem-estar, como endorfina, dopamina e serotonina. As atividades também podem diminuir a tensão muscular, afastar a atenção das preocupações e melhorar a qualidade do sono.

As diretrizes da OMS recomendam, para adultos, de 150 a 300 minutos semanais de atividade aeróbica moderada ou de 75 a 150 minutos de atividade vigorosa. A orientação inclui ainda exercícios de fortalecimento muscular pelo menos duas vezes por semana.

Para pessoas sedentárias, alguma atividade é considerada melhor do que nenhuma. A recomendação é começar gradualmente, criar regularidade e escolher uma prática compatível com os horários e as preferências pessoais. Para Locatelli, a atividade mais adequada é aquela que pode ser incorporada à rotina e mantida ao longo do tempo.

Cuidados e hábitos associados

Antes de iniciar os exercícios, a orientação é consultar um médico, especialmente quando existem problemas de saúde preexistentes, como doenças cardiovasculares, musculares ou metabólicas. Durante a prática, é importante manter a hidratação, usar roupas e equipamentos adequados, respeitar os períodos de descanso e aumentar a carga progressivamente, conforme a condição física.

O exercício também não deve se transformar em fonte de cobrança, culpa ou busca obsessiva por desempenho. Para complementar os efeitos da atividade física, o professor de educação física Timóteo Leandro Araújo, da Escola de Saúde do Centro Universitário FMU, recomenda alimentação balanceada, redução do tempo de tela, noites de sono de qualidade e suspensão do consumo de tabaco e álcool.

Ele também orienta evitar comparações com outras pessoas, considerando que trabalho, família, círculo de amizades e alterações ambientais e sociais influenciam a prática esportiva e seus resultados físicos e emocionais.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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