O mercado físico do boi gordo voltou a registrar negócios acima das referências médias nesta quinta-feira (10), com avanço dos preços nas principais praças pecuárias do país. A alta ocorreu mesmo com frigoríficos de maior porte mantendo escalas de abate em posição confortável.
O analista Fernando Henrique Iglesias, da consultoria Safras & Mercado, atribui essa condição à presença de animais de parceria e ao uso de confinamentos próprios, estratégia comum para esta época do ano. Pela ótica da demanda, o mercado acompanha os preços da carne no atacado e o ritmo diário das exportações.
A arroba foi negociada, em média, a R$ 349 em São Paulo, ante R$ 348,85 no dia anterior. Em Goiás, o preço chegou a R$ 340,54, contra R$ 340,32 ontem. Minas Gerais registrou R$ 337,35, enquanto Mato Grosso do Sul ficou em R$ 345,57 e Mato Grosso, em R$ 330,12. Os valores anteriores foram, respectivamente, R$ 337,24, R$ 345,23 e R$ 330,08.
No mercado futuro, Iglesias afirmou que há um movimento de correção para aproximar as cotações do mercado físico. “Essa trajetória é muito importante para o vencimento setembro, atual spot”, disse o analista.
O atacado mantém tendência de alta, apoiado pela entrada dos salários na economia e pela possibilidade de reposição maior entre atacado e varejo. Os preços informados foram de R$ 26,50 por quilo para o quarto traseiro, R$ 19,00 para o quarto dianteiro e R$ 18,50 para a ponta de agulha.
Iglesias também destacou a concorrência da carne de frango e dos ovos, considerados mais competitivos no ambiente atual de consumo. Para ele, setembro deve continuar desafiador para as vendas, devido à quantidade limitada de datas comemorativas e eventos com potencial de estimular a demanda.
O dólar comercial terminou a sessão em queda de 0,18%, a R$ 5,1011 para venda e R$ 5,0991 para compra. A moeda oscilou entre R$ 5,0829 e R$ 5,1459.



