Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Em Caldas, produtores planejam primeira experiência com uvas após estreia do azeite

Fábio Dias e Paula Pedrão esperam colher uvas no verão e chegar a cerca de 1 mil garrafas de espumante em dois anos.

Em Caldas, produtores planejam primeira experiência com uvas após estreia do azeite
Foto: Divulgação

A produção de azeite levou Fábio Dias e Paula Pedrão a uma nova aposta no Sítio da Pedra: o plantio de uvas para elaborar espumante. A primeira colheita está prevista para o verão, e a expectativa do casal é alcançar cerca de 1 mil garrafas em dois anos. A atividade ainda será avaliada, mas os produtores estão confiantes depois do resultado obtido com as oliveiras.

O Azeite da Pedra foi produzido pela primeira vez neste ano e recebeu reconhecimento no TerraOlivo International Olive Oil Competition Awards 2026, realizado em agosto no Chipre. O produto ficou entre os dez melhores do mundo e foi escolhido como o melhor brasileiro entre 80 inscritos, conforme o relato de Paula.

Da mudança de plano à produção de azeite

O casal comprou o sítio em Caldas, na região sul de Minas, em 2021. A propriedade tem dez alqueires e foi adquirida como refúgio da família, além de representar uma forma de manter os dois em atividade depois da aposentadoria.

A ideia inicial era cultivar uvas para produzir vinhos de inverno, seguindo experiências de outras propriedades da serra. O plano foi abandonado depois que eles souberam que a altitude de 1.300 metros deixava o local sujeito a geadas. Com assistência técnica da Epamig, decidiram plantar oliveiras.

Foram cultivadas 2.200 árvores das variedades arbequina, grappolo e koroneiki. A previsão era colher a primeira safra em 2027, mas os frutos apareceram antes. As azeitonas foram colhidas em oito dias de março e encaminhadas no mesmo dia para processamento em um lagar da região.

O resultado foi de 800 garrafas de 250 ml, rotuladas e numeradas à mão. Segundo Paula, toda a produção foi vendida em dez dias. Uma amostra analisada por uma azeitóloga foi classificada como extravirgem, com acidez de 0,12% e sem defeitos.

Uma atividade para o segundo ciclo profissional

Fábio, zootecnista de 60 anos e profissional da pecuária de corte na JBS há mais de 30 anos, afirma que o projeto evolui conforme a perspectiva agronômica. Ele estima que, ao colherem 30% do potencial do pomar, o negócio atingirá o ponto de equilíbrio. A primeira safra correspondeu a 10% a 12% desse potencial. O casal também planeja investir futuramente em um lagar próprio.

Paula, 57 anos, trabalhou na JBS e no Pão de Açúcar e atualmente cuida da comunicação da holding dona da Movida. Ela diz que as oliveiras foram escolhidas porque permitem conciliar o empreendimento com o trabalho dos dois. O sítio fica a três horas e meia de distância, e o casal passa os fins de semana na propriedade.

Além das oliveiras, Fábio plantou um pomar com 100 araucárias. A previsão é que elas produzam pinhão em 20 anos e madeira em 30 anos. Pedro Dias, filho do casal e fundador e CEO da Mevo, acompanha o projeto desde o início e é apontado pela família como um dos principais incentivadores.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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